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Alemanha: 5 anos depois morre 13ª vítima de ataque djihadista a mercado de Natal de Berlim 27 Outubro 2021

A imprensa alemã noticia que o socorrista Sascha Hüsges faleceu aos 49 anos, em resultado das sequelas do ferimento na cabeça que sofreu durante o ataque, com centenas de vítimas, no mercado de Natal de Berlim em 2016. Em estado quase vegetativo há quase cinco anos, o alemão torna-se a décima-terceira vítima fatal do atentado do Natal de 2016. Faleceu em casa rodeado dos cuidados do cônjuge, "esquecidos do Estado".

Alemanha: 5 anos depois morre 13ª vítima de ataque djihadista a mercado de Natal de Berlim

O socorrista esteve cinco anos em cuidados permanentes, durante as vinte e quatro horas do dia. O seu cônjuge contou que Sascha morreu de uma infeção causada pela longa doença.

O autor do atentado ao mercado de Natal de Berlim era já conhecido da polícia. O tunisino Anis Amri, de 27 anos, atacou o camionista — um polaco de 37 anos — e matou-o antes de conduzir o pesado veículo em direção à multidão que fazia as compras de Natal na Breitscheidplatz a 19 de dezembro de 2016. Onze pessoas morreram no local.

De entre os muitos feridos, Sascha é o segundo a morrer. Um relatório de 2017 a pedido do Senado Estadual de Berlim concluiu que a vigilância ao tunisino Amri tinha sido retirada contra todas as indicações da polícia, que o considerava uma ameaça.

O tunisino era um ex-condenado por posse e venda de narcóticos que em determinado momento prestou juramento ao Estado Islâmico. Em seguida fugiu para a Itália, onde acabou abatido pelos carabinnieri (a polícia) em Milão, quatro dias mais tarde.

Indignação de vítimas e familiares

O atentado de Berlim em 19 de dezembro de 2016 indignou os que foram de perto tocados: vítimas e familiares.

Entre eles, Hartmut Hüsges (foto) que naquela fatídica noite estava com Sascha no semáforo quando algo anormal no camião parado à frente lhes despertou a atenção. "Sascha disse-me ’Olha que há alguém com problemas. Vou ver’. Desceu e voltou daí a pouco com uma grande ferida no rosto".

Diagnosticado com um traumatismo craniano severo, Sascha foi colocado em coma induzido e sujeito a cirurgia.

Um ano depois, ainda não tinha voltado à casa. Saía do hospital para entrar noutro ou em clínicas de reabilitação. "Estava paralisado e deixara de falar, só movia os olhos e um pouco a mão esquerda".

Hartmut Hüsges (foto) comprou uma nova casa e automóvel adaptados à nova condição de Sascha. Durante os quase quatro anos seguintes, Sascha tinha de ser cuidado em permanência, durante as vinte e quatro horas do dia. A fatura chegou a 750 mil euros, sem reembolso do Estado "que nos abandonou" queixa-se Hartmut.

Como ele, dezenas de outras vítimas e familiares queixam-se que a chancelerina não os visitou nem o Estado os ajudou — não só na perspetiva financeira.

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Fontes: DW.de/BBC/Der Spiegel/... Fotos: 1ª Hartmut Hüsges, economista de 65 anos, cônjuge da 13ª vítima do atentado terrorista ao mercado de Natal em Berlim em 2016: Sascha faleceu agora, dois meses antes de completar cinco anos sobre o atentado. 2ª e 3ª O memorial às vítimas foi visitado pela chancelerina, que "não teve em conta que a maior parte das centenas de vítimas e seus familiares nunca puderam visitar o memorial", segundo queixas ao diário Der Spiegel.

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