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Alemanha: Assassínio de estudante-trabalhador por cliente anti-máscara perturba legislativas — 1ª em 16 anos sem Angela Merkel 24 Setembro 2021

Um estudante de 20 anos, empregado numa estação de serviço, foi baleado mortalmente no sábado, 18 por um cliente a quem pediu para usar a máscara. "Uma violência que nos deixa sem voz", lamentou Angela Merkel. A questão do porte de máscara tem estado acesa no debate de campanha para as legislativas de domingo, 26 de onde se prevê sair um governo da esquerda coligada, a primeira vez desde 2005.

Alemanha: Assassínio de estudante-trabalhador por cliente anti-máscara perturba legislativas — 1ª em 16 anos sem Angela Merkel

O assassínio que está a chocar a Alemanha ocorreu na cidade de Idar-Obersteink na Renânia-Palatinado (mapa). Um empregado pediu ao cliente que pusesse a máscara, condição para poder atendê-lo. Insatisfeito, o interpelado saiu. Mas voltou armado e disparou até matar o empregado, de 20 anos de idade.

Em véspera das legislativas, as primeiras que marcam o fim da era Merkel, esse crime está a ser tido como revelador do estado mental duma camada da população que se ressente das medidas de restrição devidas à situação pandémica.

A evocação da crise sanitária, segundo o procurador da Justiça, está patente no que disse o assassino, um homem de 49 anos, que se entregou no dia seguinte à justiça.

"Ele declarou que se sentia cercado, sem saída por causa da Covid" e que as medidas de restrição ressentia-as como um "atentado crescente aos seus direitos", segundo o procurador em comunicado.

Fator político

A oposição ao uso de máscaras na Alemanha tem sido conduzida por um movimento que se tem revelado organizado. A sua força decorre ainda do apoio que recebe de opositores ao governo de Merkel.

Os principais candidatos à sucessão de Merkel exprimiram-se sobre o caso. Por exemplo, Olaf Scholz, o candidato social-democrata (SPD), afirmou via Twitter que se sente "muito chocado que uma pessoa possa ter sido morta porque se quis proteger e proteger os outros".

Fim da era Merkel na maior economia europeia

Os três mais prováveis candidatos à sucessão de Angela Merkel: Armin Laschet, Olaf Scholz e Annalena Baerbock (na foto, antes do debate).

Armin Laschet da CDU, o partido democrata-cristão de Merkel. Olaf Scholz, vice-chanceler e presidente do SPD. Annalena Baerbock, do Partido Ecologista Verdes.
Os dois primeiros trazem o peso da coligação de oito anos, para o bem e para o mal e neste sobressai a questão ecológica.

"O que é que fizeram nestes oito anos para a solução da crise climática?" Esta a pergunta em que só a Baerbock não chumba.

A imprensa alemã na manhã de sexta-feira analisa o desempenho destes principais concorrentes na sucessão à chanceler Angela Merkel.

O último debate na noite anterior foi marcado pela assertividade sobre questões divisivas, como a questão migratória, a saída do carvão rumo às energias limpas e a gestão da Covid-19.

Destaca-se ainda que, em paralelo ao duelo televisivo, decorria a ofensiva nos social-media, por equipas de cada partido a reproduzir online o que dizia o líder. A contestar o que dizia o opositor. Uma batalha online em que os contendores estavam também entre a audiência, o eleitorado com decisão tomada ou ainda sem.

Fontes: DW/Frankfuter Algemeine/Bild/Der Spiegel/Le Monde/L’Express/BBC/Reuters. Foto (EPA): Armin Laschet, Olaf Scholz e Annalena Baerbock no último debate — entre os sete líderes dos partidos concorrentes às Legislativas de domingo, 26.

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