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Alemanha: Extrema-direita cresce, partido da Merkel tem pior resultado de sempre — Escândalo de espião-mor destituído promovido 23 Setembro 2018

Os alemães votariam 28 por cento CDU/CSU, o partido do governo liderado por Angela Merkel, e 19% AfD-Alternativa para a Alemanha, partido da extrema-direita, nacionalista e anti-imigração, revela o barómetro quinzenal divulgado esta sexta-feira no rescaldo do escândalo do chefe da espionagem demitido e promovido.

Alemanha: Extrema-direita cresce, partido da Merkel tem pior resultado de sempre — Escândalo de espião-mor destituído promovido

A ascensão da extrema-direita com o declínio dos conservadores nas preferências do eleitorado alemão é revelada por uma sondagem, divulgada esta sexta-feira. Este é o pior resultado que a CDU regista em 31 anos, desde que em 1987 se começou a realizar quinzenalmente a medição da opinião pública alemã.

A AfD-Alternativa para a Alemanha, formação política anti-imigração e anti-Europa, torna-se menos de um ano depois de ter entrado pela primeira vez no parlamento, a segunda força política da República Federal Alemanha.

A retórica provocatória dos líderes da AfD, Alice Weidel e Alexander Gauland (foto), tem encontrado eco numa faixa importante do eleitorado, descontente com a política "humanitária" da chanceler Angela Merkel.

O crescimento do partido nacionalista resulta também do declínio do SPD, o partido social-democrata coligado com o governo em sucessivas alianças.

Escândalo: chefe da espionagem pró-AfD destituído e promovido

O governo alemão enfrentou nos últimos dias um turbilhão com o escândalo da promoção de Hans-Georg Maassen, chefe da espionagem nacional que fora demitido por pressão do SPD, o partido social-democrata coligado com o governo.

Maassen, então chefe do serviço de segurança nacional, o BfV, foi demitido ao serem conhecidas as suas simpatias pelo partido da extrema-direita, AfD. Mas a demissão foi simultânea com a sua nomeação, esta terça-feira, 18, como subsecretário do Ministério da Administração Interna, cargo melhor remunerado que o anterior.

Esta movimentação contraditória — demissão por pressão dos democratas e promoção pelos conservadores da CSU —, prevê-se, irá custar caro ao ministro responsável, Horst Seehofer, líder da CSU, nas próximas eleições, a 4 de outubro.

Fonte: DW

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