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Alemanha-Legislativas: SPD à frente por uma unha sobre CDU — 1º governo da esquerda coligada desde 2005? 27 Setembro 2021

Olaf Scholz do SPD, com a previsão de 206 assentos perante os 196 da CDU (preto), disse em Berlim aos apoiantes que tem mandato para formar o próximo governo. O SPD (vermelho) e os Verdes, partidos do centro-esquerda emergem como os grandes vencedores, com mais cinco por cento cada sobre 2017.

Alemanha-Legislativas: SPD à frente por uma unha sobre CDU — 1º governo da esquerda coligada desde 2005?

Olaf Scholz, vice da coligação governamental no último mandato da chanceler Angela Merkel, falava na capital alemã, horas depois do fecho das urnas — marcado para as vinte horas locais (menos 3H em Cabo Verde).

Principal cenário das Legislativas de domingo, 26: um governo do centro-esquerda, SPD, e Verdes, à esquerda. Seria a primeira governação coligada, desde 2005.

Outro cenário: Scholz a liderar a coligação governamental SPD e CDU-CSU. A mesma que governou a Alemanha desde 2013 sob a liderança da Angela Merkel.

As possibilidades de coligação em teoria podem abranger todos os partidos com assento no Bundestag. Mas a AfD-Aliança para a Alemanha, o primeiro partido da extrema-direita em oito décadas, é descartada como aliada por todos os partidos.

Tal como em 2017, em que a formação do novo governo demorou seis meses, prevê-se que a eleição do novo chanceler pelo Bundestag irá demorar.

Mas Scholz diz-se otimista de que a formação da coligação governativa irá ter lugar antes do Natal.

Desafios da governação em tempo de pandemia — a sombra do assassínio

A oposição ao uso de máscaras na Alemanha tem sido conduzida por um movimento que se tem revelado organizado. A sua força decorre ainda do apoio que recebe de opositores ao governo de Merkel.

Os principais candidatos à sucessão de Merkel exprimiram-se sobre o caso. Por exemplo, Olaf Scholz, o candidato social-democrata (SPD), afirmou via Twitter que se sente "muito chocado que uma pessoa possa ter sido morta porque se quis proteger e proteger os outros".

Emergência dos Verdes no fim da era Merkel na maior economia europeia

A sucessão de Angela Merkel teve três mais prováveis candidatos : o conservador Armin Laschet da CDU, o partido democrata-cristão de Merkel em coligação com a CSU; Olaf Scholz, o vice-chanceler social-democrata, do centro-esquerda; e à esquerda, Annalena Baerbock, do Partido Ecologista Verdes.

Os dois primeiros representam o peso da coligação de oito anos, para o bem e para o mal e neste sobressai a questão ecológica.

"O que é que fizeram nestes oito anos para a solução da crise climática?" Esta a pergunta em que só a Baerbock não chumba.

Nesta segunda-feira pós-domingo eleitoral, a imprensa alemã analisa os cenários da coligação a ser liderada por Scholz. Uma possibilidade mais forte emerge: a da aliança com os ecologistas.

Nesta análise decerto ecoa ainda o último debate, na quinta-feira à noite, marcado pela assertividade demonstrada por Annalena Baerbock sobre questões divisivas, como a questão migratória, a saída do carvão rumo às energias limpas e a gestão da Covid-19.

Fontes: DW/Frankfurter Algemeine/Bild/Der Spiegel/Le Monde/L’Express/BBC/Reuters. Fotos (EPA): Olaf Scholz triunfante ao fim da noite das Legislativas de domingo, 26.

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