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Alemanha: Merkel aceita demissão de sucessora AKK após escândalo da coligação com extrema-direita 13 Fevereiro 2020

Está de saída a que seria a provável próxima chancelerina, a líder da CDU conhecida por AKK, sigla de Annegret Kramp-Karrenbauer. Apenas catorze meses depois de escolhida para liderar a União Democrata-Cristã, AKK bate com a porta na sequência do escândalo da eleição do ministro-presidente da Turíngia com o apoio da extrema-direita e da CDU.

Alemanha: Merkel aceita demissão de sucessora AKK após escândalo da coligação com extrema-direita

A inédita experiência de ter duas pessoas na liderança do governo e do partido não resultou, muito por causa da marca deixada pela forte liderança de Angela Merkel durante dezoito anos.

"Na minha opinião, o líder do partido e o candidato a chanceler deviam ser uma e mesma pessoa", disse Annegret Kramp-Karrenbauer, de 57 anos, na segunda-feira, 10, durante o congresso da CDU em Berlim em que apresentou a demissão.

A eleita em dezembro de 2018 para a sucessão de Angela Merkel, como ela política conservadora liberal, era tão próxima desta que recebeu a alcunha de "mini-Merkel". Isso ficou demonstrado quando Angela Merkel a apoiou na disputa a três iniciada em novembro de 2018.

Mas ao contrário da chanceler, de 65-66 anos, a líder da CDU não conseguiu manter as rédeas do partido democrata-cristão dividido entre conservadores nacionalistas, cada vez mais à direita, contra o centrismo (Die Mitte/ O Meio) da sucessora da sra. Merkel.

Vazio à direita abriu via para a extrema-direita

Sob a liderança de AKK, a ala mini-Merkel na CDU movimentou-se mais para o centro procurando captar o eleitorado social-democrata —o que enfraqueceu o SPD, que nas últimas duas eleições perdeu para a CDU e para a AfD-Alternativa para a Alemanha.

"O Meio" que Merkel conseguiu segurar provou ser uma tarefa impossível para AKK, que viu surgir um contramovimento, a Werteunion/União dos Valores.

Isso facilitou a ascensão da AfD e conduziu a que sempre que a CDU tinha de escolher entre conservadorismo e centrismo, o partido se dividisse. Como se viu na semana passada, com a vitória de Kemmerich na Turíngia.
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Fontes: DW.de/ Relacionado: Alemanha: Chancelerina despede vice-ministro implicado na eleição de Kemmerich apoiado pela extrema-direita, 09.fev.020;
Alemanha: Eleição de ministro-presidente com votos da extrema-direita causa sismo político, 06.fev.020. Foto: Sai Die Mitte/O Meio, com a demissão da sucessora da chanceler, Annegret Kramp-Karrenbrauer. Antevê-se a subida da ala Werteunion da CDU mais à direita.

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