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Alemanha: 2ª dose com Pfizer ou Moderna para quem recebeu 1ª com AstraZeneca — Põe na lista vermelha Portugal com ’Delta’ a dominar 04 Julho 2021

Para melhor imunização perante a variante Delta do coronavírus, a Alemanha atualizou esta, quinta-feira, 01, as recomendações sobre as vacinas. Quem recebeu a primeira dose com a AstraZeneca deve vacinar-se com uma segunda dose da Pfizer ou Moderna. A própria Angela Merkel deu o exemplo.

Alemanha: 2ª dose com Pfizer ou Moderna para quem recebeu 1ª com AstraZeneca — Põe na lista vermelha Portugal com ’Delta’ a dominar

Na Alemanha, a comissão coordenadora das vacinas, STIKO (na sigla original), emitiu esta quinta-feira o aviso de que pessoas de todas as idades que já se imunizaram com a primeira dose da AstraZeneca devem finalizar a vacinação com um imunizante mRNA.

A nova recomendação alemã sobre a vacinação contra a Covid-19, dada a rápida propagação da variante Delta em toda a Europa, já foi seguida pela própria chanceler. Angela Merkel finalizou a vacinação com uma dose da Moderna, lembra hoje a imprensa alemã.

Vacinas como a Pfizer ou a Moderna baseiam-se numa técnica mais inovadora de imunização que recorre ao RNA mensageiro (designadas de mRNA). Distinguem-se pois das vacinas mais tradicionais, como a da AstraZeneca ou da Johnson & Johnson, que são elaboradas à base de vetores virais, com uma versão atenuada do vírus.

Intervalo de 4 semanas

A STIKO recomenda ainda que nos casos de pessoas que começaram a ser imunizadas com AstraZeneca, o intervalo entre a primeira e a segunda dose de vacina, mesmo de outra marca, deve ser de cerca de quatro semanas. O aviso abrange agora todas as classes etárias.

A indicação da comissão alemã de vacinas — que renova assim a medida vigente desde abril para pessoas com menos de 60 anos, devido aos efeitos colaterais nestas faixas etárias — acontece uma semana depois de, em Cabo Verde, as autoridades de Saúde terem anunciado uma redução no prazo inter-vacinal de três meses para dois meses.

Restrições a Portugal devido à ’Delta’

A entrada em vigor do certificado digital ontem acontece uma semana depois da Alemanha ter notificado as instituições comunitárias da sua intenção de aplicar restrições à entrada de passageiros procedentes de Portugal, devido à elevada prevalência da variante Delta do SARS-CoV-2 no país mais ocidental da Europa.

Mas ontem — dia em que entrou em vigor o certificado digital da Covid-19 em todos os países da União Europeia — a Comissão Europeia, em Bruxelas, fez uma séria advertência à Alemanha. O comissário europeu da Justiça, Didier Reynders, recordou que, perante interdições semelhantes impostas nos últimos meses, a Comissão Europeia "teve de intervir para pedir que proibições de viagem fossem evitadas", nomeadamente pressionando os países.

"Propusemos a adoção de outros mecanismos, como testes e quarentenas, mas defendendo que deveriam ser evitadas proibições ou medidas semelhantes sobre viagens", lembrou, na quinta-feira, o comissário europeu da tutela, quando questionado especificamente sobre a interdição alemã a Portugal.

O porta-voz do executivo comunitário para a área da Justiça, Christian Wigand, disse em comunicado de imprensa hoje que, mesmo com o certificado em vigor, os países "podem impor restrições, mas têm de as justificar e avisar a Comissão e os outros países da UE".

Portugal aguarda reavaliação alemã

A próxima avaliação será no dia 11. Segundo explicou o ministro da Saúde alemão, será determinante o facto de a variante não representar um problema na Alemanha, quer no concernente à capacidade de contágio e de infecciosidade, quer de resistência às vacinas e da possível evolução de doença grave. Uma boa notícia para Portugal.

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Fontes: DN.pt/DW.de/BBC/Lusa. Foto (BBC): A Inglaterra foi o primeiro território fora da Índia onde se detetou a variante Delta do coronavírus. Em pouco tempo ultrapassou a variante britânica Alfa, estende-se por toda a Europa e Portugal torna-se o segundo na Europa com mais casos. A situação está a travar as férias dos alemães e repercute-se em Portugal que tem na Alemanha o seu segundo mais importante mercado emissor de turistas.

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