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EUA alerta: Pentágono vai investigar queda de mísseis russos em território da NATO 15 Novembro 2022

O Pentágono disse hoje que ainda precisa de corroborar os relatos de mísseis que terão caído na Polónia, país membro da NATO, e reiterou intenção de defender "cada centímetro" de território aliado.

EUA alerta: Pentágono vai investigar queda de mísseis russos em território da NATO

Segundo a Lusa, o porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse que o Departamento de Defesa dos EUA ainda está a analisar os dados que chegam, não querendo entrar em especulações sobre o que realmente aconteceu na Polónia, após notícias de que mísseis russos teriam atingido a Polónia.

Ainda assim, durante uma conferência de imprensa, o porta-voz do Pentágono reiterou a mensagem transmitida pelo Presidente dos EUA, Joe Biden, que prometeu defender o território dos países da NATO.

"Quando se trata dos nossos compromissos de segurança e do artigo 5.º, queremos deixar claro que defenderemos cada centímetro do território da NATO", assegurou

Um alto funcionário dos serviços de informações dos Estados Unidos disse hoje que mísseis russos caíram na Polónia, país membro da NATO, incidente que causou a morte a duas pessoas.

O porta-voz do Governo polaco, Piotr Mueller, não confirmou imediatamente esta informação, mas referiu que os principais líderes estavam a realizar uma reunião de emergência devido a uma "situação de crise", noticiou a agência Associated Press (AP).

De acordo com órgãos de comunicação polacos, duas pessoas morreram hoje à tarde, depois de um projétil ter atingido uma zona agrícola em Przewodów, uma vila polaca perto da fronteira com a Ucrânia.

Conforme lembra a Lusa, o Presidente norte-americano, Joe Biden, garantiu, em março passado, à Polónia que o artigo 5.º do tratado da NATO - que estipula que um ataque a um país membro é um ataque a todos - constitui "um dever sagrado" para os Estados Unidos.

Biden deu essa garantia num encontro com o presidente polaco, Andrzej Duda, cujo país teme a agressividade de Moscovo, após a Rússia ter invadido a Ucrânia.

Joe Biden disse igualmente que o presidente russo, Vladimir Putin, "contava com uma NATO dividida", mas que essa divisão não se verificou.

NATO quer conhecer todos os factos sobre queda de mísseis na Polónia

Por sue turno, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse hoje que a Aliança está a "acompanhar" a queda de mísseis na Polónia, realçando a necessidade de “conhecer todos os factos” sobre o ataque.

Conforme a Lusa, Stoltenberg disse na sua conta da rede social Twitter que conversou com o Presidente polaco, Andrzej Duda, "sobre a explosão na Polónia", acrescentando que ofereceu as condolências pela "perda de vidas" no caso da queda de mísseis naquele país membro da NATO.

"A NATO está a acompanhar a situação e os aliados a estão a consultar-se. É importante que todos os factos sejam apurados", explicou o secretário-geral da Aliança.

O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, convocou esta tarde a Comissão de Segurança Nacional depois de meios de comunicação social polacos terem divulgado a notícia de um impacto de um míssil na localidade de Przewodów, perto da fronteira com a Ucrânia, que provocou duas mortes.

O porta-voz do governo polaco pediu aos ‘media’ para não divulgarem "notícias não confirmadas" e sublinhou que as informações que vierem a ser apuradas serão divulgadas "na medida do possível".

A Rússia assegurou que não realizou qualquer ataque contra alvos perto de Przewodów e classificou como "provocação deliberada" os relatos de uma alegada queda de mísseis russos na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia.

"Nenhum ataque a alvos perto na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia foi realizado por meios de destruição russos", anunciou o Ministério da Defesa russo, num comunicado.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou, prossegue a Lusa, como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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