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Alerta do General Biaguês Na N’tan: Reforço do contingente militar da CEDEAO não vai entrar na Guiné-Bissau 18 Novembro 2019

A crise política na Guiné-Bissau conhece novo capítulo com o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses (CEMGFA), General Biaguê Na N’Tan, a afirmar, este sábado, 16 de novembro de 2019, que o contingente militar que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) perspectiva enviar a Guiné-Bissau, para reforçar a presença da força de interposição ECOMIB no âmbito do processo das eleições presidenciais, não vai entrar ao país. O chefe máximo das FARP contudo admitiu, contudo, a possibilidade da entrada ao território nacional de forças policiais, ao mesmo tempo que afasta a possibilidade de Golpe de Estado no país de Amílcar Cabral.

Alerta do General Biaguês Na N’tan: Reforço do contingente militar da CEDEAO não vai entrar na Guiné-Bissau

Segundo jornal O Democrata, a decisão do exército guineense de proibir a entrada da força militar da CEDEAO no país foi tornada pública na voz do Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, General Biaguê Na N’Tan, durante a cerimónia da comemoração do 55° aniversário das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), criada a 16 de Novembro de 1964, como o braço armado do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

A cerimónia que decorreu nas instalações do Estado-Maior das Forças Armadas (QUARTEL DE AMURA) em Bissau, contou com a presença do ministro da Defesa Nacional, Luís Melo e dos oficiais da força do ECOMIB.

Esta iniciativa de aumentar cerca de dois mil efectivos militares de ECOMIB no país foi tornada pública através do comunicado final da Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estado e do Governo da CEDEAO, realizada em Niamey, capital do Níger, a 08 do mês em curso.

“Reforçar a Ecomib para permitir fazer face aos desafios que se colocam antes, durante e depois das eleições, nomeadamente com o reforço dos efetivos e do mandato da missão”, referiu o comunicado. Na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, a CEDEAO instalou no país uma força militar constituída por 600 efectivos.

CEMGFA descarta golpe de Estado

Segundo a mesma fonte, o general Biaguê Na N’Tan afirmou, na sua comunicação, que o contingente militar da CEDEAO não vai entrar na Guiné-Bissau. Contudo admite a entrada das forças policiais dos países daquela organização sub-regional. Neste particular, assegurou que o exército guineense não está interessado em envolver-se nos assuntos políticos e nem tão pouco em fazer golpe de Estado no país.

“Vamos respeitar a Constituição da República, submetermo-nos ao poder político. Isso posso-vos garantir. Tranquilizem o povo da Guiné-Bissau: A partir de hoje nenhum militar vai sair à rua para fazer golpe de Estado”, garantiu o chefe militar.

Sobre o processo eleitoral, disse que se forem solicitados pelo executivo juntamente com a polícia, estarão disponíveis para assegurar o processo das eleições presidenciais agendadas para o próximo dia 24 de Novembro. Caso contrário, prossegue o CEMGFA citado pelo O Democrata, vão manter-se nas casernas.

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