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"Alertei a polícia dezenas de vezes, escrevi à ministra", diz a ex-esposa do homicida de três polícias 27 Dezembro 2020

Os três polícias morreram no dia 23, atingidos por balas quando se aproximaram da casa incendiada onde estavam o agressor e a sua atual companheira. A ex-esposa, que se divorciou dele após episódios de violência, diz ter avisado sobre a perigosidade do indivíduo. "Mas a polícia dizia-me que ele ia acalmar-se".

Às primeiras horas de quarta-feira, 23, a atual companheira, Sandrine S., que nunca tinha sofrido violência doméstica, pediu a uma amiga por SMS que avisasse a polícia de que o homem a agredira e estava fortemente armado e com material incendiário em casa.

Sandrine "está hospitalizada e sob o efeito dum grande choque psicológico, pelo que ainda não foi ouvida", explicou o procurador encarregue do caso.

"Tinha a certeza de que ele era perigoso, que ia matar-nos a todos", disse a ex-esposa ao jornal Dauphiné Libéré", dois dias depois do múltiplo homicídio seguido do suicídio do agressor, de 48 anos. "Alertei a polícia dezenas de vezes, escrevi até à ministra Marlène Schiappa", disse a ex-esposa que disse estar "indignada" com o desfecho que "deixou quatro crianças órfãs", filhos de dois dos polícias assassinados, de 37 e 45 anos.

O mais novo dos dois polícias, que acompanharam os bombeiros acionados para o caso de incêndio, tinha 21 anos e foi o primeiro a ser atingido. O seu colega ficou apenas ferido, "graças ao colete salva-vidas", explicou .

Pouco depois chegaram mais dois em resposta ao pedido de socorro no caso de VBG. Segundo o procurador, foram de imediato "abatidos por tiros de metralhadoras" do homem que abria caminho para se pôr em fuga.

Ex-militar em litígio por causa da pensão de alimentos à filha

Segundo o procurador regional em conferência de imprensa no sábado, o homicida era "um ex-militar com passagem pelo Médio-Oriente".

Após o divórcio, estava em litígio devido à pensão de alimentos para a filha de sete anos. "Era um homem violento disposto a tudo, que não aceitava não poder ver a filha", disse o procurador.

A perseguição incluiu um grande aparato policial e militar, com mais de duas centenas de operacionais, que cercou a aldeia integrada num parque florestal do centro de França. O homicida em fuga num todo-o terreno, embateu numa árvore e foi encontrado já morto.

Fontes: Dauphiné Libéré /Le Figaro. Fotos(AFP): O múltiplo homicida, que depois se suicidou, começou por pegar fogo à casa, numa aldeia integrada no parque florestal a c. de 350 quilómetros a sul de Paris.

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