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Caso do Enviado Especial da Venezuela: Alex Saab fará declarações sobre as suas alegações por ter sido vítima de supostos maus tratos, corrupção e falta de assistência médica 17 Agosto 2021

Alex Saab fará declarações sobre as suas alegações por ter sido vítima de supostos maus tratos, tortura, corrupção e falta de assistência médica adequada, associadas a queixa-crime contra o Procurador-geral de Cabo Verde, Luís José Tavares Landim, e três agentes da Polícia Judiciária do Sal. A informação foi avançada pela defesa da Saab, na cidade da Praia, que revelou dois episódios estranhos: Ministério público mentiu que Saab se encontrava na lista vermelha da Interpol quando chegou ao Sal e PJ apoderou de 20 mil dólares do Alex Saab.

Caso do Enviado Especial da Venezuela: Alex Saab fará declarações sobre as suas alegações por ter sido vítima de supostos maus tratos, corrupção e falta de assistência médica

Segundo contextualiza o comunicado remetida ao Asemananonline, a 09 de Agosto de 2021, a equipa de defesa cabo-verdiana do diplomata venezuelano Alex Saab apresentou uma queixa-crime contra Luís José Tavares Landim, Procurador-Geral de Cabo Verde, e Natalino Correia, Domingos de Pina, e Maurício Monteiro, três inspetores da Polícia Judiciária do Sal. Todos por alegadamente estiveram intimamente envolvidos no planeamento e execução da detenção ilegal de Alex Saab a 12 de junho de 2020 «Agora também são acusados de supostos crimes de corrupção, tortura, maus tratos, e falta de cuidados médicos adequado», anunciou.

A faze fé no documento referido, a Equipa de Defesa pretende deixar claro que as queixas de tortura, ocultação de provas, perjúrio policial e negação de atendimento médico foram apresentadas às autoridades locais relevantes em várias ocasiões no ano passado. Segundo a mesma fonte, não houve resposta a essas reclamações e nenhuma investigação foi feita.

Falsa lista vermelha da Interpol e desaparecimento de 20 mil dólares

Para o Advogado de Saab, José Manuel Pinto Monteiro, no momento da sua detenção, Natalino Correia mentiu quando disse ao Saab que tinha um Alerta Vermelho da Interpol para a sua detenção. Disse que é agora do conhecimento público que o Alerta Vermelho só foi emitido mais tarde e que nenhum mandado de detenção foi emitido para apoiar a detenção de Alex Saab por um juiz cabo-verdiano local, como requerido nos termos da Constituição de Cabo Verde.

Ainda de acordo com o Advogado, o Saab explicou à equipa da Polícia Judiciária do Sal, chefiada por Natalino Correia, que era Enviado Especial da República Bolivariana da Venezuela, e que portava documentos que o comprovavam. "O Saab tinha, portanto, direito a imunidade e inviolabilidade. Ou Natalino Correia não informou Luís Landim deste facto, ou ambos conspiraram para ignorar as provas, e Natalino Correia procedeu ao afastamento do Saab do seu avião», lê-se na nota.

Segundo ainda a mesma fonte, a mala que continha documentos oficiais do Saab também continha dinheiro, num montante equivalente a 20.000 dólares americanos. "A mala foi retirada pela Polícia Judiciária e, quando foi devolvida algumas semanas mais tarde, bastante danificada, o dinheiro havia desaparecido. Natalino Correia admitiu ao Saab que tirou o dinheiro", revela a defesa.

Suposta tortura com espancamento por mascarados

De acordo ainda com o comunicado enviado ao Asemanaonline, Pinto Monteiro garante que após ser retirado do seu avião, o Saab foi "estranhamente" obrigado a comprar um visto de entrada e, em seguida, levado para uma cela da polícia. "Lá, foi detido por dois dias, durante os quais lhe foi negada comida, água, medicação, e foi torturado numa tentativa de o fazer assinar uma confissão e aceitar voluntariamente a sua extradição para os Estados Unidos", denuncia.

A mesma fonte revela que, além deste "episódio de tortura", durante a sua detenção na prisão, o Alex Saab também foi espancado por indivíduos mascarados, que entraram na sua cela e o torturaram por várias horas.

"Todos estes episódios foram devidamente denunciados às autoridades competentes, que os ignoraram e nunca deram início à investigação competente", conclui a defesa do Enviado Especial da Venezuela.

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