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Alunas do ensino secundário participam na 1ª edição da "African Girl Can Code- AGCCI" em Addis-Abeba 26 Agosto 2018

Duas alunas do Ensino Secundário de Cabo Verde participam na primeira edição da "African Girl Can Code- AGCCI "na capital da Etiópia, Addis-Abeba. Darlene Horta, da escola Técnica Grão-Duque Henri em Ribão Manuel e Márcia Varela da escola secundária do Salineiro- Porto Mosquito, estarão numa formação intensa na área de Codificação e Tecnologias de Informação e de Comunicação (TIC), que decorre durante dez dias-arrancou desde 20 deste mês.

 Alunas do ensino secundário participam na 1ª edição da

De acordo com a ONU Mulheres, este evento que integra 120 jovens meninas entre os 17 aos 20 anos de todos os países africanos, recebem um treinamento intenso na área de Codificação e Tecnologias de Informação e de Comunicação (TIC) - um evento que se enquadra na iniciativa “As Raparigas Africanas Podem Codificar” ( African Girl Can Code – AGCCI).

"A formação abarca diversas áreas nomeadamente integração das TIC, da codificação e da questão de género nos programas escolares nacionais; Campanhas nos meios de comunicação nacionais com a participação de modelos de referência; Plataforma online para as raparigas que frequentam os Cursos de Codificação, permitindo-lhes manter-se ligadas entre si e fomentando o debate e inspiração mútua", diz a ONU-Mulheres em comunicado para que, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são fundamentais para a capacitação das mulheres, a sustentação de um mercado de emprego saudável e o crescimento económico em África.

Ainda, segundo a mesma fonte, esta iniciativa recorre a uma abordagem do tipo “despertar o interesse” que procura levar as raparigas a desenvolver interesse pela codificação e execução nas fases iniciais das suas escolhas de carreira. "Estes conhecimentos e competências irão reforçar as suas oportunidades de carreira e inspirá-las a serem empreendedoras, criando assim empregos para si próprias e também para os outros", realça.

Refere-se que a AGCCI é implementada pela ONU Mulheres e pela União Internacional das Telecomunicações (UIT), em colaboração com a Comissão da União Africana e foi concebida para expôrr e dotar as raparigas de cultura digital e de competências de codificação e de desenvolvimento pessoal. "O programa, com a duração de quatro anos, dará formação às raparigas no sentido de incentivá-las a tornarem-se programadoras, criadoras e designers, colocando-as no caminho certo para abraçarem cursos e carreiras na área das TIC e da codificação".

Conforme os dados divulgados no Relatório “The Gender Gap in Science” (As Disparidades de Género na Ciência), a nível global, somente 28,4% das pessoas envolvidas em carreiras na área da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática são mulheres e que na África Subsariana, apenas uma média de 30% é composta por mulheres. "É importante que as raparigas aprendam a codificar e ensiná-las a codificar contribui para acabar com as disparidades de género no mundo da tecnologia e com a clivagem digital global entre os géneros».

Celso Lobo

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