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Ambiente laboral: Presidente do STIF regista tendência de os trabalhadores se afastarem das lutas sindicais 05 Maio 2019

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras (STIF) declarou hoje, no Mindelo, que se verifica, cada vez mais, uma tendência dos trabalhadores em não se envolverem nas lutas que os sindicatos travam.

Ambiente laboral: Presidente do STIF regista tendência de os trabalhadores se afastarem das lutas sindicais

Aníbal Borges teceu estas considerações à Inforpress no acto de empossamento da nova direcção do STIF, realizado na manhã de hoje, no Mindelo, ele que foi reconduzido ao cargo de presidente por mais quatro anos.

O sindicalista começou por desejar que este novo mandato seja “bem activo” e que consiga atingir todos os “objectivos propostos”, entre estes, nomeou, a promoção da cultura de participação e “maior engajamento” dos trabalhadores em torno dos problemas que os afligem.

“Isso porque, verificamos uma tendência, cada vez mais, dos trabalhadores em não se envolverem nas lutas que o sindicato tem que fazer” assegurou o responsável, adiantando que, por esta mesma razão, o sindicato criou, no mandato cessante, um fundo de greve para repor os salários que os trabalhadores perdem durante estes dias.

Este “combate”, ajuntou, já está a ter os seus efeitos, uma vez que o STIF conseguiu aumentar o número de associados, a quem está sendo dado “algumas regalias”, entre as quais a redução de taxas de juro nos créditos.

Para Aníbal Borges também é de se realçar outros “ganhos conseguidos”, como a introdução do seguro de saúde em algumas instituições e a assinatura de acordos com clínicas de prestação de serviços de saúde, tanto na Cidade da Praia, como São Vicente e no Sal.

Três ilhas em que, segundo a mesma fonte, igualmente se trabalhou a nível de obtenção de infra-estruturas, destacando-se a inauguração da sede nacional do STIF na Cidade da Praia, aquisição de instalações próprias no Mindelo, e, no Sal, ainda em carteira.

Agora, com a nova equipa eleita para mais quatro anos, pretende-se, garantiu, reforçar a “consolidação patrimonial e financeira da organização e rentabilizar os investimentos realizados e continuar com uma política de contenção de despesas e controlo das quotas dos associados”.

Por outro lado, conforme o sindicalista, conta-se realizar um mandato de “muito diálogo e de procura das melhores soluções por via do diálogo para a resolução dos problemas, que são muitos”, e que afligem os trabalhadores.

“Também vamos continuar a trabalhar para desenvolver, cada vez mais, as parcerias com as organizações internacionais”, considerou o presidente do STIF, que fora eleito em eleições directas no último dia 05 de Abril com “87 por cento (%) dos votos”.

A nova direcção do sindicato deverá apostar ainda, concretizou, na formação técnica e profissional, introdução de convenções colectivas de trabalho no sector bancário e do seguro, e melhoria das prestações dos sistemas de previdência social existentes.

Quanto à Direcção Regional Norte, esta vai ser presidida por Claudette da Luz, que substituirá no cargo José Maria Trigueiros, que fora coadjuvado, no último mandato, na assembleia-geral, por José Luís Fonseca, entretanto falecido, e a quem os membros do STIF respeitaram, em homenagem, um minuto de silêncio no início da reunião.

Durante o acto foi ainda prestada uma homenagem a dois antigos dirigentes do sindicato, Gil Santos e Otília da Silva, que seguem agora para a reforma. A Semana com Inforpress

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