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Angola: Arguido Zenu, filho de José Eduardo dos Santos, está sob TIR 27 Mar�o 2018

José Filomeno dos Santos, filho do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, foi constituído arguido. Sob Termo de Identidade e Residência, está impedido de sair do país, disse o sub-procurador-geral da República de Angola, Luís Benza Zanga.

Angola: Arguido Zenu, filho de José Eduardo dos Santos, está sob  TIR

O gestor José Filomeno dos Santos, que na nova presidência de João Lourenço foi destituído do Conselho de Administração do Fundo Soberano, passa a arguido no processo de alegada transferência irregular de 500 milhões de dólares (c.4,5 mil milhões CVE) para um banco britânico.

A informação foi dada esta segunda-feira, 26, pela Procuradoria-Geral da República, que em conferência de imprensa lembrou que além do filho do ex-presidente de Angola, também é arguido Valter Filipe, o ex-governador do Banco Nacional de Angola.

Indiciado pelo crime de peculato e branqueamento de capitais, Valter Filipe também está impedido de sair do país enquanto decorrem as investigações.

Devolução do dinheiro a Angola?

"Vamos aguardar que a investigação continue, para que se possa, mais lá para frente, aferir outros nomes. Por enquanto acho prematuro fazer alguma informação muito mais clara sobre outros nomes, que têm alguma envolvência com este processo", tinha dito, a 15 deste mês, o procurador-geral adjunto e coordenador da Direção Nacional de Investigação e Ação Penal (DNIAP), João Luís de Freitas Coelho.

Sobre a recuperação pelo Estado angolano do valor transferido, o magistrado disse que as autoridades angolanas, nomeadamente o Ministério das Finanças e o Banco Nacional de Angola "estão a fazer todo o esforço junto do Governo e da banca inglesa para que este dinheiro comprovadamente seja devolvido a Angola".

"A PGR até este momento não tem qualquer informação de que este dinheiro já foi devolvido a Angola, mas as estruturas do Estado angolano, isso é consabido, é público, estão a trabalhar para que o dinheiro retorne aos cofres do Estado angolano", disse o porta-voz da PGR.

Valter Filipe foi ouvido no dia seguinte à sua chegada a Angola, vindo da África do Sul. Foi, segundo ainda a PGR, ouvido "demoradamente" na DNIAP, de onde "entrou e saiu livremente".

A alegada transferência de 500 milhões de dólares por Valter Filipe, então governador e que um mês depois apresentou a sua demissão, tem a data de setembro 2017. Destino da alegada transferência: uma conta do banco Crédit Suisse de Londres.

C/Deutsche Welle.

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