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Angola: Autoridades preocupadas com derrube de quase 2.000 árvores em Luanda 01 Outubro 2020

As autoridades ambientais angolanas estão a trabalhar para impedir o abate indiscriminado de embondeiros (nome científico Adansonia), na zona do Sequele, município de Cacuaco, província de Luanda, onde foram já derrubadas 1.800 árvores deste tipo.

Angola: Autoridades preocupadas com derrube de quase 2.000 árvores em Luanda

A informação foi avançada nesta quarta- feira, em conferência de imprensa, pela diretora do Instituto da Biodiversidade e Conservação Ambiental (INBAC), Albertina Nzunzi.

A responsável deste órgão afeto ao Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente referiu que, conforme escreve a lusa, as autoridades tomaram conhecimento deste facto através de uma denúncia nas redes sociais esta semana, tendo-se deslocado ao terreno uma equipa multissetorial para apurar a sua veracidade.

Albertina Nzunzi disse que os resultados do trabalho revelaram que a área afetada é extensa, tendo já sido derrubados 1.800 embondeiros, árvore secular e símbolo nacional.

Segundo a diretora do INBAC, os embondeiros estão a ser derrubados para ocupação ilegal de terrenos e construção de moradias naquela área, onde são contratadas pessoas, a um preço que varia entre os 25.000 kwanzas e 30.000 kwanzas (34 e 41 euros), para o corte das árvores.

De acordo com Albertina Nzunzi, as pessoas estão conscientes do crime ambiental que estão a cometer, mas disseram que “é mais importante ter moradias do que ter um embondeiro de pé”.
“Estamos perante um crime ambiental muito grave e que requer a intervenção dos órgãos de defesa e segurança do Estado”, disse, frisando que devem ser tomadas medidas urgentes para se salvaguardar as árvores que ainda existem.

O fenómeno de abate de embondeiros, prosseguiu a responsável, não é novo.
Em algumas áreas, a caminho da província do Bengo, no município do Nzeto, província do Zaire, há cerca de dois anos, foram identificadas zonas concedidas pelas autoridades para construção em que se retira a areia à volta da árvore que acaba naturalmente por cair.

A responsável sublinhou que já houve intervenção do INBAC no sentido de ser reposta a terra à volta dos embondeiros ou que seja cedido um outro espaço.
O embondeiro está entre as árvores mais antigas do planeta, com idades entre os 1.100 e os 2.500 anos.

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