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Angola: China investe em grande e em força — 150% mais que em 2019, apesar da Covid 21 Julho 2020

A China investiu em Angola, entre janeiro e maio deste ano, 120 milhões de dólares mais de metade do valor total concretizado em 2019, revelou à Lusa o embaixador, Gong Tao.

Angola: China investe em grande e em força — 150% mais que em 2019, apesar da Covid

O chefe da diplomacia chinesa em Luanda revelou à agência Lusa em Angola, na edição de hoje, que "no ano passado, o volume do investimento chinês em Angola" atingiu os "200 milhões de dólares e nos primeiros cinco meses deste ano o volume do investimento direto, mesmo com a pandemia, alcançou 120 milhões de dólares".

A China tornou-se o principal parceiro comercial de Angola e um dos maiores investidores, e, segundo o seu representante máximo em Luanda, espera poder continuar a "cooperar" e "complementar-se" com o país africano para "obter vantagens recíprocas”.

Segundo Gong Tao, mesmo neste momento de pandemia, em que o intercâmbio de pessoas e o comércio foram afetados, "o investimento que os empresários chineses continuam a fazer aqui em Angola é significativo", com destaque para a agricultura e a indústria — com fábricas de baterias, de azulejos, de detergentes.

Essas novas unidades fabris agroindustriais, que estão a surgir, tanto em Luanda e Bengo como em várias outras províncias, resultam de investimentos em linha com as "políticas atuais do governo angolano", direcionadas para a "diversificação da economia nacional", aumento da capacidade produtiva do país e reforço da industrialização.

Minérios

Questionado sobre se os minérios são também um setor que capta o interesse da China — como indica o anúncio recente da participação de uma empresa chinesa na exploração de nióbio na Huíla —, o embaixador indicou, sem elaborar mais, que o governo angolano "está a dar mais abertura" para atrair mais investidores.

Dívida de Angola com a China em cima da mesa

"As instituições financeiras chinesas estão a manter contactos com as autoridades angolanas”, disse Gong Tao, sem especificar os montantes que estão em causa e escusando-se a adiantar se está também a ser negociada a dívida com credores privados.

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