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Angola: Chuvas provocam 41 mortes e afetam cerca de 12 mil pessoas 10 Janeiro 2020

A época chuvosa em Angola já provocou 41 mortos, destruiu mais de mil casas e afetou 2.498 famílias, num total de 11.990 pessoas, em 12 províncias do país, conforme informações avançadas esta quinta-feira, 09, pela Comissão Nacional de Proteção Civil.

Angola: Chuvas provocam 41 mortes e afetam cerca de 12 mil pessoas

Segundo o coordenador da Comissão, citado pela Agência Lusa, o Ministro do Interior, Eugénio Laborinho, de Agosto de 2019 à esta parte, as chuvas destruíram 12 igrejas, quatro pontes e deixaram, parcialmente destruídas, 1.145 residências, havendo ainda o registo de 975 casas inundadas.

Os dados avançados na primeira reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil dão conta ainda que, das 18 províncias do país, 12 foram afetadas, nomeadamente Luanda, Bié, Benguela, Huambo, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Lunda Norte, Lunda Sul, Malanje, Namibe, Uíje e Zaire.

Eugénio Laborinho disse à Lusa que as chuvas estão igualmente, a causar problemas a nível de ravinas, de forma mais preocupante na Lunda Norte, Lunda Sul, Uíje, Zaire, Moxico, Cuando Cubango, Malanje e Bié, onde estão a progredir de forma “assustadora”, ameaçando o corte da movimentação por estradas, destruição de infraestruturas, bem como o desenvolvimento destas localidades.

A mesma fonte abordou ainda, a questão da seca severa, que Angola registou em 2019 na parte sul do país, nomeadamente nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe, Cuando Cubango, parte do Cuanza Sul e Benguela, afetando 1.789.376 pessoas e 2,3 milhões de cabeças de gado bovino e 1,2 milhões de gado caprino e ovino, resultando na morte de 30.823 animais.

O governante angolano frisou que, apesar dos esforços do Governo para minimizar a situação, através da prestação dos apoios necessários, “continua-se a registar, nas províncias mencionadas, um índice elevado de desnutrição aguda, o abandono escolar e o absentismo dos alunos”, escreve a Lusa.

Nesse sentido, o coordenador da Comissão Nacional de Proteção Civil apelou à sociedade civil para continuar a prestar as ajudas necessárias às vítimas da seca e outras calamidades, realçando que quem recebe os bens deve encaminhá-los a quem necessita, "caso contrário, serão responsabilizados, de acordo com os normativos legais".

De acordo com Eugénio Laborinho, pretende-se realizar ações e planos que visem evitar a criação de novos riscos, redução dos existentes, garantir uma gestão de crise e emergência eficaz, inclusiva e participativa, assim como desenvolver ações que visam reconstruir melhor, razão pela qual está em curso a atualização da lei de bases da Proteção Civil.

“A comissão pretende atualizar também o plano nacional e provinciais de preparação, contingência, resposta e recuperação de desastres e calamidades, reativar o Centro de Coordenação Operacional, com o objetivo de melhorar a articulação nas ações de planeamento e resposta aos desastres entre os diferentes setores da Comissão Nacional de Proteção Civil”, aponta a fonte.

Entre as ações a serem realizadas, Eugénio Laborinho destacou a necessidade de um trabalho intensivo de sensibilização das comunidades para evitarem a construção em zonas de risco, com vista a melhorar a capacidade nacional de prevenção e socorro da população.

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