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Angola: Cólera já matou oito pessoas na cidade do Uíge entre 250 infectados 08 Janeiro 2018

O número de vítimas mortais provocadas pelo surto de cólera na cidade do Uíge, no norte de Angola, aumentou para oito, divulgaram este domingo, 07, as autoridades daquela província.

Angola: Cólera já matou oito pessoas na cidade do Uíge entre 250 infectados

De acordo com o chefe do departamento de Saúde Pública da província do Uíge, Manuel Bunga, nas últimas 24 horas registaram-se 27 novos casos e uma morte, elevando para 250 o total de pessoas afectadas por este surto de cólera.

“Nesta altura 33 pessoas estão internadas no centro de tratamento de cólera entretanto instalado no Uíge, tendo as equipas médicas no local recebido ainda um reforço de três especialistas da organização internacional Médicos Sem Fronteiras” revela Bunga citada pelo NM.

O surto verifica-se desde 21 de Dezembro e já obrigou ao reforço das equipas locais de assistência, com quatro médicos das Forças Armadas Angolanas (FAA), dois médicos e dois enfermeiros da Polícia Nacional de Angola, além de 13 médicos e dois profissionais de enfermagem do Ministério da Saúde.

Entretanto o governo provincial do Uíge já começou a mobilizar camiões cisterna para distribuir água potável à população, tentando evitar a propagação da doença.

Conforme o mesmo diário digital, os casos de cólera foram registados nos bairros Orlando Fonseca, Gai e Candombe Novo, nos arredores da cidade capital da província do Uíge, tendo sido criado um centro de tratamento no hospital provincial, que recebe 15 pacientes por dia, e uma unidade de tratamento no hospital municipal de Candombe Velho.

Uma outra epidemia, ocorrida entre Dezembro de 2016 e Janeiro de 2017, afectou mais de 150 pessoas nas províncias de Luanda, Cabinda e Zaire, provocando uma dezena de mortos, o que levou na altura o Governo a aprovar um plano para tentar travar a propagação da doença.

Deste plano constava o tratamento da água potável, o reforço da recolha do lixo, a informação e educação das comunidades, formação de pessoal, a organização e mobilização de serviços clínicos, bem como o aprovisionamento de meios médicos e medicamentos e a biossegurança nas unidades sanitárias, avança NM.

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