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Angola: FNLA e UNITA terminam encontro com João Lourenço com vontade de mais 02 Abril 2022

Audiência de João Lourenço com membros da oposição terminou com partidos a quererem regressar ao Palácio Presidencial. FNLA admite ter "preocupações" para sanar, UNITA pede um diálogo "permanente".

Angola: FNLA e UNITA terminam encontro com João Lourenço com vontade de mais

O presidente da Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA), partido da oposição, disse que "vai regressar, em breve", ao Palácio Presidencial, onde esta sexta-feira (01.04) foi recebido pelo Presidente angolano, para apresentar as "preocupações" do partido que encontrou "completamente desorganizado".

"Hoje não coloquei problema algum, mas depois vou voltar para colocar, há sim muitas preocupações para colocar, mas acho que o momento ainda não é oportuno para falar deles à imprensa", respondeu à agência Lusa Nimi a Simbi à saída da audiência que lhe foi concedida pelo chefe de Estado angolano.

O líder da FNLA disse que recebeu de João Lourenço garantias de que "as portas do Palácio Presidencial estarão sempre abertas" ao histórico partido angolano, fundado por Holden Roberto.

"Porque nos encontrámos pela última vez há muito tempo, daí que providenciou este encontro e manifestou o seu desejo de que cada vez que tiver problema a colocar ao Presidente [da República], as portas estarão abertas", salientou.

Nimi a Simbi, eleito em setembro de 2021 para o cargo partidário, em substituição de Lucas Ngonda, foi empossado na quinta-feira (31.03) como novo membro do Conselho da República.

Líder da UNITA quer "diálogo permanente"

Também Adalberto Costa Júnior, presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), oposição em Angola, esteve reunido com João Lourenço. O opositor considerou "positivo" o encontro que manteve com o Presidente angolano, defendendo que o diálogo político-institucional "deve ser permanente", sobretudo "quando se fala em alternância que ainda traz apreensões".

"É positivo quando as instituições dialogam, particularmente numa altura em que nós temos uma pré-campanha eleitoral com todos os desafios inerentes, algo que tem que ser entendido como regular e normal na vida político-institucional, mas que no nosso caso infelizmente ainda não", afirmou o presidente UNITA, maior partido na oposição.

O líder da UNITA, que foi empossado na quinta-feira (31.03) por João Lourenço como membro do Conselho de República, onde regressa depois de ter sido afastado do órgão na sequência da anulação do XIII Congresso do partido, realizado em 2019, disse que abordou com "frontalidade questões essenciais e relevantes" do país com o Presidente angolano.

Angola realiza as próximas eleições gerais, as quintas da história do país, em agosto próximo. A Semana com Lusa

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