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Angola: Igreja católica promove educação para 4.700 crianças refugiadas 19 Setembro 2018

Mais de quatro mil crianças e adolescentes, refugiados da República Democrática do Congo (RDCongo) na província angolana da Lunda Norte, terão aulas, numa acção promovida pela igreja católica, para a sua integração na sociedade, conforme anunciado esta terça-feira.

Angola: Igreja católica promove educação para 4.700 crianças refugiadas

De acordo com a Agência Lusa, o grupo de beneficiários, num total de 4.753 crianças e adolescentes, está abrigado no centro de assentamento do Lôvua, na Lunda Norte, região angolana que acolhe, desde Março de 2017, mais de 32 mil refugiados do país vizinho de Angola, devido a conflitos étnico e armado.

A iniciativa, que partiu dos Serviços Jesuítas de Apoio aos Refugiados (JRS), tem como objectivo, segundo o coordenador provincial da instituição católica, "facilitar a integração e inserção sociocultural das crianças e proporcionar um clima de harmonia, paz e amizade no seio de uma comunidade que procura sarar os danos físicos e psicológicos causados pelos conflitos étnico e políticos, que viveram no país de origem".

Segundo Tomé de Azevedo, citado pelo Jornal de Angola, o programa de educação, que vai da primeira à décima segunda classes, é desenvolvido em quatro centros e igual número de salas de aula, sendo assegurado por 39 professores, dos quais 19 angolanos e 20 auxiliares igualmente refugiados. “Os alunos têm como disciplinas a língua portuguesa, matemática, geografia, história e educação moral e cívica”.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) financia o programa, que obedece ao calendário e conteúdos do sistema de ensino angolano, adiantou Tomé de Azevedo.

"A pretensão do JRS e da Agência das Nações Unidas para os Refugiados é que o programa, a partir do próximo ano, transite da informalidade para o sistema de ensino formal, passando pelo crivo das autoridades governamentais", referiu o responsável, citado pela Lusa.

Tomé de Azevedo garantiu que o governo provincial da Lunda Norte e o Ministério da Educação têm manifestado abertura "para que até ao próximo ano, os centros de educação do assentamento de refugiados no Lôvua sejam transformados em escolas do sistema normal de ensino do país".

O coordenador provincial do JRS informou ainda, que está em construção uma escola de carácter definitivo, com oito salas de aulas, "tendo em conta que a actual é precária", salientando que o ACNUR projectou a construção de oito escolas, que totaliza 32 salas de aulas, que vão também beneficiar alunos das comunidades do município do Lôvua.

“Além das crianças e adolescentes refugiados da RDCongo, frequentam as aulas cerca de 50 crianças angolanas do Lôvua, que este ano lectivo ficaram fora do sistema de ensino”, conclui a mesma fonte.

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