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Angola: Isabel dos Santos admite vir a candidatar-se à presidência da República 16 Janeiro 2020

A empresária filha do ex-presidente José Eduardo do Santos em entrevista à televisão pública portuguesa disse estar "chocada" com as acusações de que é vítima e resultantes de uma disputa política no MPLA. Admitiu ainda que pode vir a candidatar-se à presidência da República de Angola em 2022.

Angola: Isabel dos Santos admite vir a candidatar-se à presidência da República

A empresária filha do ex-presidente José Eduardo do Santos entrevistada, em inglês, pela RTP, esta quarta-feira, em Londres admitiu que pode vir a candidatar-se à presidência da República de Angola em 2022, motivada "para defender e prestar serviços à minha terra e ao meu país".

Sobre as acusações, disse: "Chocam-me bastante. Não me foi dada a oportunidade de me defender. Não fomos informados de que havia um procedimento no Tribunal de Luanda. Nunca recebi uma notificação, nem me foi dada ocasião de prestar nenhum esclarecimento".

A sua candidatura em 2022 permitiria, como sustentou, que o "legado político" do pai fosse "respeitado" — como "muitos angolanos gostariam de ver".

"A dívida angolana aumentou de 70% para 120% do PIB, o país pode estar em bancarrota", afirma Isabel dos Santos "chumbando" o desempenho económico da presidência atual, sob João Lourenço.

"O balanço social e económico" é "fraco nos últimos dois anos", afirma a empresária que continua a ser a mulher mais rica de África, na última classificação da Forbes, e tem uma reputação controversa em Angola.

Vítima de "Lawfare"

A "lawfare" é definida como "uma guerra jurídica abusiva" que tem o objetivo de "eliminar opositores políticos". E embora não empregando o termo, fica implícito no relatório da EXX Africa, empresa especializada em avaliação de risco, citado pelo diário alemão Deutsche Welle desta quarta-feira que é disso que se trata nos casos judiciais em que a empresária angolana Isabel dos Santos tem sido a ré.

A "motivação política", segundo a EXX Africa, sediada em Bona, está em que os julgamentos e investigações em curso em Angola não se siustentam em procedimentos imparciais. Fica assim evidente que visam sim atingir adversários políticos, lê-se no relatório.

O estudo da empresa de consultoria empresarial e financeira — dedicado a clientes que já têm ou pretendem abrir negócios em Angola e que tem escritórios em Londres e Joanesburgo — conclui que a "motivação política" esvazia o atual discurso governamental de combate à corrupção no país.

Fontes: RTP/Referidas.Foto: AFP.

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