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Angola: Militares e polícias são os que mais fogem à paternidade 03 Abril 2019

O Instituto Nacional da Criança (INAC) angolano registou já este ano mais de 200 casos de fuga à paternidade, fenómeno em que estão implicados sobretudo militares e políciais, conforme especialistas sobre a matéria.

Angola: Militares e polícias são os que mais fogem à paternidade

O assunto foi referenciado pelo sub-procurador-geral da Procuradoria-Geral da República para Luanda, Lucas Ramos, no discurso de abertura das festividades dos 40 anos de existência daquele órgão de justiça angolano. "É cada vez mais crescente o número de casos de fuga à paternidade", sublinha o magistrado, divulgado pela Lusa.

Já o chefe de Departamento Nacional de Protecção e Promoção dos Direitos da Criança do INAC, Paulo Calesse, garantiu que, entre Janeiro e Fevereiro deste ano, apenas na estrutura central daquela instituição, foram registados 270 casos de fuga à paternidade, acrescentando que a maioria das queixas apresentadas foram contra militares (102), seguidos de polícias (76) e taxistas (45).

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