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Angola: Morte de alto funcionário da PGR 11 Julho 2018

Um alto funcionário da Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola, que tinha sob sua responsabilidade vários processos sobre fraude financeira, foi encontrado morto na morgue do Hospital Josina Machel, na sexta-feira, 06, revelou a polícia nesta última segunda-feira, 09, citado pela VOA.

Angola: Morte de alto funcionário da PGR

Em comunicado, a polícia avançou como motivo da morte um acidente de carro por capotamento, mas os familiares de Lucas Chissolucombe dizem tratar-se claramente de um assassinato para queima de arquivo.

Chissolucombe, funcionário sénior de investigalção da PGR, foi dado como desaparecido na quinta-feira, 05, deste mês e, segundo familiares, tinha orientações para no dia seguinte executar junto de alguns bancos comerciais o encerramento de contas bancárias ligadas a algumas pessoas sob suspeita de fraude financeira.

"Lucas Chissolucombe foi encontrado pelos familiares depois de várias buscas na morgue do Hospital Josina Machel e conforme a polícia, uma viatura hiace que funcionava como táxi capotou e provocou a morte de Lucas Chissolucombo.
Entretanto, Médicos legistas fizeram autópsia ao corpo de Chissolucombo no Hospital Josina Machel, na presença dos seus familiares, tendo, segundo o tio dele, Abel Chivukuvuku colocado de parte a hipótese avançada pela Polícia Nacional.

"Eles (médicos legistas) disseram que não é possível aquelas lesões analisadas no cadáver terem sido causadas por um capotamento, enquanto as declarações da polícia são aldrabices”, avançou Chivukuvuku lamentando que a polícia não esteja ao serviço dos cidadãos “mas ao serviço do regime", noticia a VOA.

Chivukuvuku considera que Lucas Chissolucombe foi vítima do trabalho que realizava na PGR para desmascarar crimes económicos e financeiros. "Ele era um investigador da PGR e tinha processos sensíveis sob sua responsabilidade, foi sendo ameaçado ao longo do tempo com tentativas de suborno e isto levou a sua morte, alguns dos seus colegas do SIC foram encontrados com o telefone da vítima no aeroporto no sábado, penso que houve tentativa de apagar evidências também e temos informações de que um jeep foi à casa dele na quinta à noite provavelmente o assassinar “, denuncia Abul Chivukuvuku que prometeu entregar os nomes das pessoas à PGR.

O também presidente da CASA-CE disse enviar “uma palavra ao meu irmão e companheiro João Lourenço, ou ele se assume como líder para a mudança em todos os níveis da vida nacional ou então será mesma coisa e ele saberá que não terá futuro."

A VOA tentou por telefone falar com a polícia e um alto funcionário da PGR presente na morgue, mas ambos não se mostraram disponíveis para falar.

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