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Angola: PRA-JA nas eleições autárquicas de 2020 04 Agosto 2019

As eleições autárquicas em Angola no próximo ano terão mais uma formação política a nascer nos próximos dias, o Partido do Renascimento Angolano – Juntos por Angola (PRA-JA), que tem como principal promotor Abel Chivukuvuku, antigo líder da CASA-CE.

"Chegou a hora para a urgente reforma constitucional e do modelo de Estado, uma só pessoa a mandar em 28/29 milhões de anglanos isso é do passado, não pode continuar", defendeu, segundo a VOA, Chivukuvuku em Luanda, na sexta-feira, perante cerca de 300 apoiantes que se deslocaram de várias partes do país para a capital.

O coordenador do PRA-JA afirmou esperar que o Tribunal Constitucional aceite o processo de legalização do partido até final do ano para que, em 2020, possa realizar o seu congresso e preparar a sua participação nas autárquicas.

Ao apontar o objectivo da formação política, Abel Chivukuvuku afirmou que pretende "despertar consciências, sacudir amarras e rejeitar denitivamente o passado, caracterizado por décadas de sofrimento, de pobreza e de indigência...décadas de expectativas geladas e de sonhos nunca realizados, de governação anti-patriótica, insensível, incompetente e corrupta".

Na reunião de Luanda, os delegados aprovaram a bandeira do partido, que tem por fundo as cores azul e branca, com um livro ao centro onde se lê “Servir Angola”, e 18 estrelas cor-de-laranja, que representa as províncias do país.

A Comissão Instaladora do PRA-JA deve estar concluída ainda neste mês, dando início à recolha de entre 30 e 50 mil assinaturas necessárias para a legalização do partido junto do Tribunal Constitucional.

Antigo assessor de Jonas Savimbi, Abel Chivukuvuku, de 61 anos, tem uma longa trajectória política na oposição ao MPLA.

Após perder a eleição para a presidência da UNITA contra Isaías Samakuva, em 2007, Chivukuvuku fundou uma coligação de partidos, a CASA-CE, em 2012, que concorreu às eleições daquele ano e de 2017, que se afirmou como a terceira força força política de Angola.

Em Fevereiro deste ano, ele foi afastado da coligação alegadamente por falta de confiança por parte da liderança de cinco dos seus partidos da CASA-CE, refere a VOA.

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