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Angola: Restos mortais de Savimbi exumados entre maio e outubro 12 Janeiro 2019

Exumação dos restos mortais do fundador da UNITA pode ocorrer entre maio e outubro, disse à DW o porta-voz do partido. Governo diz que condições já estão criadas. Não haverá honras de Estado no funeral de Jonas Savimbi.

Angola: Restos mortais de Savimbi exumados entre maio e outubro

Depois da reunião entre o Presidente angolano, João Lourenço, e o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Isaías Samakuva, em agosto de 2018, duas comissões têm estado a trabalhar na realização das exéquias. Uma comissão multi-setorial é coordenada por Pedro Sebastião, ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, a outra é liderada por Ernesto Mulato, dirigente da UNITA.

Pedro Sebastião disse esta quarta-feira (09.01) à imprensa que já estão criadas as condições para a cerimónia de exumação dos restos mortais de Jonas Savimbi. O governante explicou também que o Executivo aguarda apenas pela disponibilidade da família e do partido do "galo negro" para realizar o teste de DNA e consequente transladação dos restos mortais para sua terra natal.

Em entrevista à DW África, o porta-voz do maior partido da oposição, Alcides Sakala, adiantou que a cerimónia pode ter lugar entre os meses de maio e outubro, altura em que já não se registará chuva em Angola. Enquanto isso, as comissões continuarão a trabalhar. "Para o teste de DNA, também indicamos que o período que melhor se apresentava para a exumação e exéquias seria o período da estação seca", diz Sakala.

Sem honras de Estado

Em relação a um funeral oficial, Pedro Sebastião que lidera a comissão governamental, revelou que não haverá honras de Estado para o líder fundador da UNITA, já que Jonas Savimbi não pertencia à "família governamental" na altura da sua morte.

Esclareceu ainda que não existem razões para se fazer paralelismo com o funeral de Estado dado ao também falecido general Arlindo Chenda Pena "Ben-Ben", antigo chefe-adjunto do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA).

Sobre essa matéria, Alcides Sakala, prefere não entrar em detalhes: "O mais importante aqui é o espírito que prevalecer, que é o de concertação de pontos de vista para a definição de um programa final."

Críticas ao Governo

Nas redes sociais, o Governo está a ser alvo de críticas por parte de alguns cidadãos, sobretudo militantes da UNITA. Os internautas entendem que a postura do Executivo pode colocar em causa o processo de reconciliação nacional em curso no país.

Para o analista e jornalista angolano Ilídio Manuel, se houvesse honras de Estado no funeral de Savimbi, "estaria a passar-se um sinal de reconciliação nacional", o que também "implicaria um reconhecimento público pelo seu contributo na luta de libertação nacional." Por outro lado, lembra que o Governo não é obrigado a atribuir as honras de Estado ao funeral.

Jonas Malheiro Savimbi nasceu na localidade do Munhango, na província angolana do Bié, a 3 de agosto de 1934 e morreu em combate em Lucusse, província do Moxico, a 22 de fevereiro de 2002. C/DW

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