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Angola: Sindicato Nacional de Professores anuncia a retoma da greve geral 07 Abril 2018

O Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) angolano reiterou, esta sexta-feira, 06, a retoma da greve no ensino geral, um ano depois da sua suspensão, que deverá ocorrer entre os dias 09 e 27 deste mês.

Angola: Sindicato Nacional de Professores anuncia a retoma da greve geral

O aviso foi transmitido esta sexta-feira em conferência de imprensa, pelo presidente do SINPROF, Guilherme Silva, lembrando que o caderno reivindicativo, que dá origem à terceira fase da greve nacional, está no Ministério da Educação desde 2013. Segundo o sindicalista, "de lá para cá, nada foi feito para se dar solução às reclamações dos professores. Volvidos cinco anos, os professores não encontraram outra forma senão recorrer a um dispositivo constitucional", numa referência ao direito à greve, cita a Agência Lusa.

Guilherme Silva referiu que os professores pretendem com esta greve demonstrar a sua "insatisfação" pela não aprovação do novo Estatuto da Carreira Docente, bem como rejeitar a estratégia do Ministério da Educação, de prioresa o concurso público de admissão de novos professores em detrimento da actualização de categoria dos professores em serviço.

Na sua intervenção, o director do SINPROF pediu aos professores que "não se deixem enganar" pelos apelos feitos por dois outros sindicatos, que já se demarcaram desta greve, por considerarem que "há da parte do Governo boa vontade na resolução dos problemas da classe".

Para o presidente do SINPROF, estes dois sindicatos querem continuar a ver os professores mendigando, entregues à miséria e morrendo de fome."Esses supostos sindicalistas já alguma vez se colocaram ao lado dos professores que há bastante tempo esperam por actualização de categorias, promoções, subsídios e reajuste salarial? Já alguma vez conseguiram coordenar uma reivindicação nacional", questionou.

Conforme escreve a Lusa, o responsável pelo Sindicato garante que os professores vão avançar para a greve, não porque não são patriotas, mas porque entendem que "não há vontade política e sensibilidade da parte do Executivo em solucionar os problemas dos docentes que se arrastam há muitos anos.

"Não se compreende, como é que desde a tomada de posse da senhora Ministra da Educação, nunca manteve um encontro de trabalho com um parceiro social tão importante, como é o SINPROF, pois sobre a sua mesa já encontrou questões de resolução imediata, tais como: a transição de milhares de professores do regime probatório para o quadro definitivo e a aprovação do estatuto da carreira docente", salientou.

Guilherme Silva acrescenta ainda que com esta greve os professores estarão fora das salas de aulas, “mas não distantes dos alunos, pois a estes, nós precisam de os ensinar a lutar com todos os meios legais pelos seus direitos, precisam orientá-los a nunca se calarem diante das injustiças", frisou, apelando aos docentes que não se deixem intimidar e manipular pelos outros sindicatos.

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