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Angola: Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof), ameaça partir para a greve em Abril 21 Mar�o 2018

Os professores angolanos ameaçam partir para a greve em Abril devido à "falta de seriedade" da entidade patronal para a resolução das suas reivindicações, segundo informações avançadas esta terça-feira, 20, por uma fonte do Sinprof que representa a classe docente daquele País africano.

Angola: Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof), ameaça partir para a greve em Abril

"Julgamos que o final deste mês será o limite e, não aprovado o novo estatuto da carreira docente, accionaremos todos os mecanismos legais, para uma greve na primeira quinzena de Abril", garantiu o secretário provincial de Luanda do Sindicato Nacional dos Professores Angolanos (Sinprof), Fernando Laureano.

De acordo com o sindicalista, o processo negocial, que teve início em finais de 2017, na sequência de duas greves interpoladas naquele ano, "está estagnado e não se ventila absolutamente nada que pudesse dar alguma esperança à classe docente”.

A mesma fonte acrescenta ainda que a última reunião acontecida há uma semana, os tirou toda a esperança. Tudo porque a Direcção dos Recursos Humanos e do Gabinete Jurídico do Ministério da Educação não levam as suas inquietações.

A aprovação do estatuto da carreira docente, o aumento salarial, a promoção de categoria, o pagamento de subsídios e redução da carga horária constam das preocupações dos professores inscritas no caderno reivindicativo, entregue ao Ministério da Educação desde 2013.

Citado pela “Lusa”, a resolução dessas reivindicações, segundo o secretário do Sinprof em Luanda, tem sido encarada com "inúmeras contradições" pela entidade patronal, situação que deve levar os professores a fazer greve, por entenderem que estão "esgotadas todas negociações".

"Porque já ouvimos falar a partir do secretário do Estado que o novo estatuto não seria aprovado em 2017 nem 2018, mas a senhora ministra apareceu a contradizer que o novo documento será aprovado brevemente", explicou.

“Agora, acabamos de ouvir na última reunião, que este é um processo moroso e então acreditamos nós, que não existe seriedade da entidade na resolução dos nossos problemas", sublinha.

Para Fernando Laureano, uma greve nacional deverá despertar as autoridades e sobretudo o Presidente angolano, João Lourenço, para as condições “lastimáveis” em que os professores angolanos vivem.

De referir que, segundo o director de Educação, André Soma, a província de Luanda precisa de 4.424 professores, adiantando que o sector deve ganhar ainda este ano 2.650 novos professores, para 2.310.000 alunos inscritos no presente ano lectivo.

Fernando Laureano entende, por outro lado, que a contratação de novos professores para o sistema de ensino poderá dar origem a novos problemas, porque considera que o Governo deveria antes, resolver os passivos que tem com professores antigos.

"Como é possível contratar novos professores, quando ainda existem passivos com os professores antigos? Daí que julgamos que os problemas com os antigos deveriam ser prioritários", rematou.

Recorde-se que o ano lectivo 2017/2018 arrancou a 01 de Fevereiro no sistema geral de ensino angolano e decorre até a primeira quinzena de Dezembro do corrente ano.

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