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Angola: UNICEF alerta que cerca de metade dos agregados familiares do país está sem acesso à água potável 22 Mar�o 2018

Cerca de metade dos agregados familiares (47%) angolanos não tem acesso a fontes de água potável e muitas crianças passam horas a caminhar diariamente para aceder a esse líquido precioso, segundo alerta o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Angola: UNICEF alerta que  cerca de metade dos agregados familiares do país está sem acesso  à água potável

Um comunicado emitido esta quarta-feira, 21, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alusivo ao “Dia Mundial da Água”, que se assinala esta quinta-feira, refere que, devido à falta de fontes de água potável, muitas crianças perdem a oportunidade de ir à escola.

De acordo com esta organização internacional, esta jornada pode ser perigosa, por considerar que os utensílios utilizados para acarretar água pelas crianças pesam, geralmente, cerca de 20 quilos, “o que influencia na degradação da sua saúde corporal”.

"Para algumas, essa rotina diária para colectar água pode consumir suas vidas. Elas temem ataques e temem caminhar longas distâncias, e perdem a oportunidade de ir à escola ou de brincar com os amigos", lê-se no comunicado, citado pela Agência Lusa.

Este documento sublinha ainda que em tempos de crise e de estabilidade, normalmente a UNICEF fornece o acesso à água potável, saneamento e higiene para crianças em todo o mundo, mesmo nos locais de difícil acesso.

Recorde-se que no ano passado, esta organização forneceu a água potável a perto de 30 milhões de pessoas em emergências humanitárias, das quais, 284.184 se encontravam em Angola.

"Pelo menos 263 milhões de pessoas em todo o Planeta levam mais de 30 minutos para ir e voltar para colectar água. Já, em Angola, isso ocorre com 19% dos agregados em áreas urbanas e 43% dos agregados em áreas rurais, dentre aqueles sem acesso à água para beber dentro de casa", salienta.

No entanto, a UNICEF realça que houve uma evolução no acesso à água dos agregados familiares em Angola entre 2015 e 2016, comparativamente aos anos de 2008 e 2009, aumentando assim, 12 pontos percentuais (42% para 54%), crescimento que se registou sobretudo nas áreas urbanas.

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