LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Zungueira rodeada de crianças teme mais a fome 31 Mar�o 2020

A vendedeira ambulante que leva a mercadoria na cabeça é zungueira, do verbo quimbundo zunga que é sinónimo deste (de)ambular: andar sem cessar, circular, ir e voltar, girar. Zungar para sustentar a família de que ela é a chefe — na ausência do homem sem trabalho e/ou que abandonou a casa.

Zungueira rodeada de crianças teme mais a fome

Os rendimentos das mulheres importam cada vez mais para a subsistência de muitas famílias, por este mundo fora. Em alguns casos, chega a ser a única base de sobrevivência dos agregados.

Em Luanda, a que se chega após esta foto e uma frase choque, a deste título — que leva a pesquisar online e junto de conhecidos nas redes familiares e sociais —, a mudança do papel da mulher repercute-se, pois, na estrutura social dos agregados familiares.

"Nós mesmo[s] é que somos pai, é que somos mãe, é que sustentamo[s] as crianças", diz uma após outra luandense, em desabafos, em entrevistas de rua ou em testemunhos para estudos de universidades.

Os depoimentos na primeira pessoa mostram mulheres que fazem o impossível. Quando "o pai fala ’não tenho dinheiro’, você, mãe, bate a cabeça aí, bate a cabeça ali", faz tudo "pela criança". "Você é pai, você é mãe em casa, vai fazer o quê?"

Foto (Lusa): Quarentena? A zungueira rodeada de crianças tem mais medo da fome do que da ’doença do vírus’. LS

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project