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Angola adquire biolarvicida para combate à malária que já provocou mais de 9.000 mortos este ano 22 Setembro 2021

Angola recebeu 21 mil litros de biolarvicidas, produto para eliminar larvas de mosquitos, no âmbito da sua estratégia de combate à malária, que este ano provocou mais de 9.000 mortos em 6.000.000 de casos, anunciou esta terça-feira o Governo.

Angola adquire biolarvicida para combate à malária que já provocou mais de 9.000 mortos este ano

Uma nota de imprensa do Ministério da Saúde divulgada hoje refere que o produto foi adquirido na Tanzânia e será distribuído em todos os municípios do país para tratar 21 mil hectares.

Em declarações à imprensa, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, disse que uma das estratégias do Ministério da Saúde é o controlo do mosquito nesta fase, demonstrando “a preocupação do executivo para a redução do impacto da malária sobre a sociedade”.

Franco Mufinda referiu que de janeiro a agosto deste ano, o país teve um registo de cerca de 6.000.000 milhões de casos de malária e pouco mais de 9.000 óbitos.

“Comparando com o mesmo período do ano passado, os casos foram de cerca de 5.000.000 e cerca de 8.100 óbitos, sendo que este ano, tivemos alguns surtos nas províncias de Benguela e Huambo, mas também a preocupação premente em Malanje e Cuanza Sul”, referiu.

O governante angolano frisou que além dessa estratégia, “que é primordial”, de atacar o mosquito na sua fase larval, é preciso também combater o mosquito na sua fase adulta, através da fumigação, uma atividade que tem sido levada a cabo pelas administrações municipais.

“Há todo um plano estabelecido para se poder distribuir esse produto. A abordagem da malária é uma abordagem multissetorial, sendo que a responsabilidade é individual e deve iniciar-se nas famílias”, frisou.

De acordo com Franco Mufinda, as comissões de moradores devem ajudar na melhor gestão do lixo, dos charcos, onde está o cerne do problema, não esperando pelas autoridades sanitárias, “que estão em último lugar nesta cadeia de responsabilidades, gerindo o doente”.

“Nós não devemos esperar que haja doentes de malária, mas sim prevenir que tenhamos mosquitos, esse papel é de todos nós”, sublinhou.

A malária é a principal causa de mortes em Angola. A Semana com Lusa

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