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Angola embolsou no segundo trimestre de 2021 6,7 mil milhões de dólares com petróleo 21 Agosto 2021

Angola arrecadou 6,7 mil milhões de dólares (5,7 mil milhões de euros) com a exportação no segundo trimestre deste ano de 97,99 milhões de barris de petróleo bruto, sendo a China o país de maior destino do produto.

Angola embolsou no segundo trimestre de 2021 6,7 mil milhões de dólares com petróleo

De acordo com o Jornal Negócios, os dados sobre as Exportações de Petróleo Bruto e Gás Referentes ao segundo Trimestre de 2021 foram esta quinta-feira, apresentados pelo secretário de Estado para os Petróleos, Alexandre Barroso.

No período em referência cerca de de barris de petróleo bruto por dia, avaliados ao preço médio de 68,6 dólares por barril, resultando em receitas brutas de 6.725.114.123,15 dólares.

Segundo Alexandre Barroso, citado pelo referido Jornal, durante o segundo trimestre, o preço do brent, referência para as exportações angolanas no mercado internacional, ultrapassou a barreira dos 70 dólares (59,7 euros) por barril, influenciado pelos cortes de produção da OPEP+, a recuperação da economia global e o aumento da procura a nível mundial, resultado da ação global de vacinação contra a covid-19.

Alexandre Barroso indicou ainda que do volume exportado, 22,52% corresponde à quota parte da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), concessionária nacional, e 16% à Sonangol E.P., petrolífera estatal angolana, tendo as ramas "Dália", "Mostarda" e "Nemba" liderado as exportações.

"Quanto ao destino, o maior volume de petróleo bruto foi exportado para a China, com 72,85%, seguindo-se a Índia e Singapura com 5,85% e 3,88% respetivamente", informou o secretário de Estado para os Petróleos.

O governante angolano frisou que os volumes exportados durante o segundo trimestre representam um aumento de aproximadamente 0,11% face ao primeiro trimestre e uma diminuição de 13,89%, comparativamente ao trimestre homólogo de 2020.

No que se refere ao preço médio de exportação registou-se um aumento de 151,85%, comparativamente ao período homólogo de 2020, tendo nesta altura o preço médio sido de 27,2 dólares (23 euros) por barril. Quanto ao primeiro trimestre deste ano verificou-se um aumento de 11,25%, sendo que o preço naquele trimestre foi de 61,6 dólares (52,5 euros) por barril.

Relativamente ao gás, as exportações totalizaram cerca de 1,17 milhões de toneladas métricas, das quais 74,59% correspondem a LNG [gás liquefeito], 16,62% à gás propano, 2,95% a gás butano e 5,84% a condensados.

Para as exportações destes produtos, foram praticados os preços médios ponderados de 502,1 dólares (428,6 euros) por tonelada métrica para o LNG, para o gás propano 433,1 dólares (369,7 euros) por tonelada métrica, para o gás butano 507,8 dólares (433,4 euros) por tonelada métrica e 525 dólares (448,1 euros) por toneladas métricas por condensados, conforme escreve a nossa fonte.

De acordo com Alexandre Barroso, os principais destinos de exportação para o LNG foram a Índia, com 32,47%, a China, com 14,77%, e o Paquistão, com 14,65%, enquanto o principal destino do gás propano e gás butano foi a China, com 28,57% e 99,20% dos totais exportados. "A República do Congo foi o único país africano que importou gás produzido em Angola, com cerca de 0,8% do total do gás butano exportado".

Em declarações à imprensa, o governante angolano sublinhou que durante o período em análise "houve uma redução sensível dos volumes de petróleo bruto exportado, contudo, houve a compensação, porque os preços médios ponderados para o segundo trimestre foram superiores aos verificados no primeiro trimestre".

Relativamente à redução da produção petrolífera, Alexandre Barroso admitiu a tendência decrescente na produção de petróleo, bem como a diminuição da procura no início do ano.

"Mas durante esse segundo trimestre nós assistimos ao aumento desta procura, porque com a ação de vacinação contra a covid-19 os mercados têm vindo a ter um comportamento mais positivo e daí havendo mais procura do que oferta, influenciaram os preços, por isso tivemos preços mais altos", referiu, citado pelo Negócios.

"Houve uma recuperação muito grande do preço, porque durante o primeiro trimestre os preços situaram-se a volta dos 61 dólares [52 euros] por barril e agora durante o segundo trimestre o preço ponderado foi de cerca de 69 dólares [58 euros]. Portanto, há um diferencial de sete dólares [5,9 euros] por barril, entre o preço médio do primeiro trimestre e o preço médio ponderado do segundo trimestre", realçou, segundo a nossa fonte.

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