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Angola regista 28 mil casos novos de infecções de VIH-SIDA por ano 08 Novembro 2018

Vinte e sete mil a vinte e oito mil novos casos de infecções de VIH/Sida são registados no país por ano, informou, em Luanda, o secretário executivo da Rede Angolana das Organizações Não-Governamentais de Luta Contra VIH/Sida (ANASO), António Coelho.

Angola regista 28 mil casos novos de infecções de VIH-SIDA por ano

Segundo a Angop, a fonte referiu, a 31 de Outubro, que nos últimos cinco anos, os dados estimados sobre a Sida em termos de taxa de prevalência é inferior a três por cento, ou seja o país tem 350 mil a meio milhão de pessoas que vivem com VIH.

"Nos últimos 5 anos, os dados estimados sobre a Sida no país sãos os mesmos. Há, de facto, um crescimento exponêncial dentro do período de confiança que nós conhecemos. Regra geral, até prova em contrário nós continuamos a ter uma taxa de prevalência inferior a três porcento. Quer dizer que o país tem 350 mil a 500 mil pessoas vivendo com VIH", enfatizou.

O responsável, que falava depois do “workshop de comunicação para as organizações da sociedade civil de combate à sida e grandes endemias”, esclareceu que deste número cerca de 98 mil pessoas fazem terapia anti-retroviral e em termos de morte são registados por ano 11 a 12 mil mortes por ano.

Apontou que do ponto de vista da cobertura do tratamento, infelizmente é inferior a 50 por cento, sendo a mais preocupante a taxa de transmissão de mãe para filho, pois no âmbito do programa de transmissão vertical há dois anos a taxa era de 21 por cento.

A ANASO está a trabalhar no sentido de reduzir a taxa para cerca de 15 por cento, porque surpreendentemente, de acordo com os últimos dados, a taxa subiu para 26 por cento, ou seja, entre 100 mães seropositivas grávidas e as que dão a luz, 26 crianças nascem positivas.

A título de exemplo, o responsável referiu que países como Cuba já zeraram a taxa de transmissão e Cabo Verde tem uma taxa actual de 5 por cento.

Segundo António Coelho citado pela Angop, a falta de informação para as mães seropositivas e os maridos dessas mulheres de criar condições para levar as consultas pré-natais também está na base do elevado número de transmissão vertical, defendendo a necessidade de se melhorar as acções de formação e de prevenção.

Quanto ao ponto de vista de preservativos, informou haver limitações graves por falta de fundos para compra de novos preservativos e de testes, adiantando que este ano o lema do dia mundial de luta contra a sida ( 1 de Dezembro ) foi “Reconheça o seu estado serológico“, de forma a incentivar as pessoas a conhecer o seu estado.

Do ponto de vista da comunicação, adiantou não ser das melhores para responder a situação, porque em seu entender há jornalistas que têm dificuldades em trabalharem matérias relacionadas com a doença, refere a mesma fonte.

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