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Angola regista 720 mil doentes de malária e 2.100 mortos em três meses 06 Abril 2018

A República Popular de Angola registou no primeiro trimestre deste ano mais de 720 mil casos de malária, a principal causa de morte no país, que resultou em quase 2.100 óbitos, segundo dados das autoridades sanitárias, citados pela Lusa.

Angola regista 720 mil doentes de malária e 2.100 mortos em três meses

De acordo com um Relatório do Ministério da Saúde, a que a agência Lusa teve acesso esta quinta-feira, no que diz respeito à situação epidemiológica do País sobre a malária, foram registados de Janeiro até ao dia 02 deste mês, cerca de 720.086 casos, dos quais 2.096 pessoas morreram.

Os dados indicam como províncias mais afectadas Luanda, a capital de Angola, com 177.029 casos e 278 óbitos, Benguela (90.896 e 348 óbitos), Uíge (69.164 e 250 óbitos) e Bié (65.068 e 324 óbitos).

Já, as províncias com os menores números de casos e óbitos estão a Cabinda (2.061 e cinco óbitos), a Namibe (5.355 e cinco óbitos) e Cunene (5.926 e 28 óbitos).

“A província do Huambo, apesar do reduzido índice de casos (24.757), comparativamente às restantes regiões, apresenta um elevado número de mortes, com um total de 122 óbitos, igual situação à do Cuanza Sul, com um registo de 40.990 casos e 141 mortes”, aponta.

De acordo com as autoridades sanitárias, a malária, além de constituir a principal causa de morte em Angola, é também o principal motivo de internamentos hospitalares e de abstenção escolar e laboral.

Os dados, segundo a Lusa, indicam ainda que só nas últimas 24 horas houve a necessidade de internamento de 394 doentes, tendo sido solicitadas 103 transfusões sanguíneas e realizadas 137 hemotransfusões.Também nas últimas 24 horas, a malária afectou 4.774 crianças entre os zero e quatro anos, com um total de 28 óbitos, seguindo-se menores entre os cinco e 14 anos, com 4.250 casos e nove óbitos, sendo o restante, maiores de 15 anos com 4.471 casos e 13 mortes, que perfazem o total em todo o país de 13.405 casos e 50 óbitos.

Como medidas de controlo vectorial e acções de prevenção da doença em todo o País, foram realizadas várias intervenções nas últimas 24 horas, como a distribuição de mosquiteiros, fumigação aérea, pulverização intra-domiciliar e aplicação de biolarvicidas em criadouros, para o controlo larval.

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