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Angolana Isabel dos Santos diz que sempre esteve disponível para “esclarecer as inverdades” 11 Novembro 2022

A filha do ex-Presidente angolano Isabel dos Santos afirma ter estado sempre “disponível” para repor a verdade e nunca se ter negado a prestar esclarecimentos às autoridades angolanas.

Angolana Isabel dos Santos diz que sempre esteve disponível para “esclarecer as inverdades”

As declarações de Isabel dos Santos foram partilhadas nas suas redes sociais, na sequência de uma notícia da agência Lusa em que o Procurador-Geral da Republica (PGR) de Angola disse que a justiça angolana deu “todas as oportunidades” à empresária angolana para que esta relatasse a sua versão dos factos relativamente aos processos judiciais de que é alvo, sem sucesso.

Na quarta-feira, Helder Pitta Gróz disse que a indisponibilidade de Isabel dos Santos para prestar declarações atrasou os processos judiciais, lamentando que a filha de José Eduardo dos Santos se tenha escusado a ser ouvida na condição de arguida.

“Sempre estive disponível e representada pelos meus advogados. Ao contrário da notícia, acredito que é do interesse de todos angolanos e sobretudo do meu de esclarecer as inverdades que existem a meu respeito”, escreveu Isabel dos Santos num ’post’ partilhado no Instagram.

A empresária angolana garante que nunca se negou a prestar esclarecimentos e continua “disponível para repor a verdade”.

“Acredito em Angola, sempre investi no meu país, criei empresas, empregos e formei pessoas. Eu amo Angola”, escreveu também Isabel dos Santos.

Helder Pitta Gróz, por seu lado, salientou que a empresária se ausentou de Angola há vários anos e que as autoridades angolanas têm emitido várias cartas rogatórias, pedindo a colaboração das entidades judiciais noutros países nos processos relacionados com a empresária que “não foram tendo sucesso”.

Uma das últimas foi solicitada aos Países Baixos, este ano, mas Isabel dos Santos, "escusou-se a colaborar" com as autoridades neerlandesas, a pedido da justiça angolana, disse o Procurador-Geral.

Para Pitta Gróz, esta teria sido uma oportunidade "soberana" para a filha do antigo Presidente angolano se poder defender e contar a sua versão dos factos.

"Ela preferiu não o fazer e, portanto, vamos continuar com aquilo que a nossa lei processual penal prevê", sublinhou.

Isabel dos Santos, que chegou a ser a mulher mais rica de África, é alvo de processos judiciais em vários países, na sequência do escândalo Luanda Leaks.

Em Angola, além do processos-crimes e cíveis foram apreendidos ativos, contas e participações sociais em várias empresas, tendo sido recentemente nacionalizada a quota que detinha na operadora de telecomunicações Unitel.

O mesmo acontece em Portugal, onde Isabel dos Santos tem participações e contas congeladas e tem abertos na justiça, segundo o Observador, 17 processos.

O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ) revelou em janeiro de 2020 mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de Luanda Leaks, que detalham alegados esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que, entretanto, morreu, que lhes terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano através de paraísos fiscais.

A Semana com Lusa

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