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Animais selvagens matam 97 moçambicanos em 2020, crocodilo é o mais letal 26 Mar�o 2021

Um total de 97 moçambicanos morreram e 66 ficaram feridos em 2020 devido a ataques de animais selvagens, a maioria por crocodilos, indica um relatório da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) a que a Lusa teve acesso.

Animais selvagens matam 97 moçambicanos em 2020, crocodilo é o mais letal

“Cerca de 71% dos óbitos foram registados nas províncias localizadas na zona centro. O crocodilo foi o animal que causou mais óbitos”, frisa a ANAC.

Conforme escreve a Lusa, os crocodilos atacam sobretudo nas províncias de Tete e Zambézia e foram responsáveis por 76 óbitos, equivalente a três quartos das mortes.

De acordo com o organismo, avança a mesma fonte, o crocodilo matou mais pessoas em fevereiro, um total de 19, seguido do mês de janeiro, 13, e dezembro, com nove óbitos - todos meses da estação das chuvas, que em Moçambique decorre de outubro a abril.

Nestes meses, o caudal dos rios sobe e faz com que várias zonas agrícolas e de habitação fiquem inundadas, aumentando os riscos para quem ali vive.

A maioria das vítimas de crocodilos tem sido crianças e mulheres que se deslocam pelas margens dos rios para banhos, lavar roupa ou para tirar água para consumo, escreve Lusa.

O número diz respeito aos acidentes registados pelas autoridades, sendo que outros casos em zonas remotas podem nem chegar a ser reportados.

O conflito homem-fauna bravia surge devido à disputa de espaço e recursos naturais, agravado pela necessidade de ocupação para a prática de atividades agrícolas, situação que se regista muitas vezes em comunidades que vivem próximas às áreas de conservação.

Todos os anos, prossegue a fonte, as autoridades moçambicanas relatam casos de mortes, feridos, destruição de culturas pelos animais, tendo já sido desenvolvidos mecanismos para que a população os afugente, pelo menos até à intervenção de fiscais.

Em 2020, avança o relatório, foram destruídos 248,81 hectares de diversas culturas, maioritariamente por elefantes, sendo as províncias de Tete, no centro, e Gaza, no sul, as mais afetadas.

Não só o homem sofre nestes confrontos, mas também os animais: em 2020, 85 animais de diversas espécies foram abatidos “em defesa de pessoas e bens”, detalha a ANAC.

Além de pessoas, em consequência do conflito, foram devorados 258 animais domésticos, entre gado bovino, ovino e caprino, por leões, hienas e crocodilos, cita Lusa.
A província de Tete, no centro do país, foi a que registou o maior número de ocorrências em resultado do conflito com animais selvagens, registando 39 óbitos, 26 feridos, 35 animais abatidos e 115,7 hectares de culturas destruídos, conclui-se no relatório.

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