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Anti-Covid: 1 em 5 cidadãos dos EUA recusa vacina — 20 países já encomendaram vacina ’Sputnik V’ 14 Agosto 2020

O movimento antivacinação é forte nos Estados Unidos e, mesmo com o pânico gerado pela pandemia em curso, os que não acreditam na eficácia das vacinas mantêm-se indemovíveis e continuam os seus habituais protestos. A sondagem ontem publicada — anterior, pois, ao anúncio da primeira vacina russa — mostra que na primeira potência mundial o movimento parece estar a crescer. A Rússia anunciou a primeira vacina e já "recebeu pré-encomendas de 20 países".

Anti-Covid: 1 em 5 cidadãos dos EUA recusa vacina — 20 países já encomendaram vacina ’Sputnik V’

A corrida por uma vacina anti-Covid parece estar a ser ganha pela Rússia de Putin, mesmo depois do anúncio de Trump, há um mês, de que tinha encomendado à Pfizer um total de 300 milhões de vacinas, ainda em desenvolvimento.

Na terça-feira, 11, o presidente da Rússia anunciou a certificação da primeira vacina (ver neste online Rússia aprova 1ª vacina —Putin: "A minha filha foi vacinada!").

O PCA-presidente do conselho de administração do Russian Direct Investment, o fundo soberano russo envolvido na investigação científica e no financiamento das pesquisas, dá conta do sucesso da operação, em termos comerciais.

"Mais de um milhão de doses" da Sputnik V (o "V" de "vacina") — em referência ao satélite artificial que foi o primeiro aparelho espacial a ser lançado para a órbita da Terra, em 1957) — já foram pré-encomendadas por "20 países" disse Kirill Dmitriev, horas depois do anúncio oficial por Putin.

Covid-19 nos EUA: Efeitos do ceticismo ativo antivacina

A encomenda de 300 milhões de vacinas por Trump visa garantir a chamada imunidade comunitária que, segundo lembraram na ocasião os cientistas da Johns Hopkins, exige pelo menos 70% da população a aderir à vacinação.

Mas o movimento antivacina pode estar a ameaçar essa meta. Uma sondagem recente mostra que 55% dos inquiridos responderam "sim" à pergunta se aceitavam ser vacinados contra o coronavírus, enquanto que 19% disseram que "não" e 26% disseram que ainda não tinham decidido.

Segundo a revista económica Forbes, que publicou o resultado da sondagem da YouGov, o movimento anti-vacinação parece ganhar força com a ação protestativa que esgrime slogans como o exibido na foto em primeiro plano: "Vacina Covid-19 = real intenção da pandemia".

Uma sondagem anterior, da Gallup Poll em janeiro, indica que o movimento antivacina está a crescer. No início deste ano 84% responderam que a vacinação é importante, enquanto que em 2001 esse número era de 94%.

Também 10% dos americanos acreditam na teoria — entretanto caída em descrédito — de que as vacinas provocam autismo, enquanto 46% disseram que não têm a certeza.

As ações protestativas e campanhas online têm sido apontadas como fatores que fazem crescer o movimento antivacina. Teme-se que essa atitude anticientífica possa perturbar o combate à Covid-19.

Fontes: Referidas. Relacionado: Anti-Covid: Rússia aprova 1ª vacina —Putin: "A minha filha foi vacinada!", 11.ago.020. Foto (Getty): Ações protestativas e campanhas online fazem crescer o ceticismo antivacina — que pode perturbar o combate à Covid-19.

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