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Anti-Covid: Rússia aprova 1ª vacina —Putin: "A minha filha foi vacinada!" 12 Agosto 2020

A Rússia que compõe, com os EUA, Brasil e Índia, o quarteto de países mais atingidos com infeções de coronavírus, torna-se assim o primeiro país a aprovar a vacina anti-Covid-19. O presidente Vladimir Putin anunciou, na manhã de hoje (3ªfª, 11) que uma das filhas se voluntariou para a experimentação, iniciada em 18 de junho, da tão esperada vacina.

Anti-Covid: Rússia aprova 1ª vacina —Putin:

A Rússia procura agora iniciar a primeira produção em massa da vacina, desenvolvida pelo instituto de pesquisa científica Gamaleya, para combater o vírus que paralisou o mundo no início de 2020 e que atingiu, na 2ª fª, 10, os 20 milhões de casos confirmados e perto de 800 mil óbitos.

Putin explicou, em conferência de imprensa dada no conselho de ministros, que a filha foi uma das 38 pessoas — entre estudantes de medicina e soldados — que se voluntariaram para a primeira inoculação, em 18 de junho.

"Ela participou nos testes. Após a primeira vacinação, a temperatura chegou aos 38 graus Celsius. Mas no dia seguinte baixou para os 37. Após a segunda injeção, teve de novo a temperatura alta, um pouco menos, e depois voltou ao normal. Os anticorpos estão bons", congratulou-se Putin.

O ministro russo da Saúde, Mikhail Murashko, informou que o plano de vacinação em dois estádios ajuda a criar uma imunidade de longa duração, pelo menos de dois anos. A sua eficácia está garantida: "todos os trinta e oito voluntários desenvolveram anticorpos".

A vacina anti-Covid vai começar a ser produzida e em janeiro começa a estar disponível para todos os russos, anunciou o ministro Murashko. A Rússia está perto de atingir as novecentas mil infeções enquanto que o número de óbitos é hoje de quinze mil.

A produção em massa vai realizar-se em duas fábricas, uma a empresa farmacêutica Binnopharm e outra dirigida pelo Gamaleya, segundo noticia a Sputnik.

Reações: Ciência perde para a geoestratégia, cautela da OMS, entusiasmo de Duterte

A esfera mediática internacional está a reagir com algum ceticismo, referindo "a rapidez" dos testes e "a falta de transparência" dos procedimentos em todas as fases do desenvolvimento do produto no instituto estatal Gamaleya.

Os primeiros diários online a reagir não incluem os mais prestigiados meios de referência internacional. O primeiro a posicionar-se no espaço anglófono foi o Independent que refere mesmo que "a ciência dicou a perder diante da geoestratégia" russa.

A OMS-Organização Mundial de Saúde acolheu as notícias com alguma prudência e deixou o aviso de que a Rússia antes de avançar com a produção em massa "tem de comprovar que seguiu os necessários protocolos", o que inclui envolver a organização no processo de certificação.

Por sua vez, o presidente filipino Duterte — que tem cultivado a proximidade com Putin — disse que vai ser "o primeiro estrangeiro a receber a vacina" russa.
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Fontes: Sputnik/Times of India/... Foto (Reuters/Sputnik): Não há fotos da vacina apresentada na reunião do conselho de ministros russos na manhã de terça-feira, 11. Mas Putin que faz questão de preservar a privacidade das filhas, Maria de 35 anos, endocrinologista pediátrica, e Katerina de 34, cedeu à Reuters fotos de ambas em criança.

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