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Aperto de mão entre Trump e Kim na Coreia do Norte — Distrai do fiasco do ataque suspenso ao Irão? 01 Julho 2019

Primeiro presidente norte-americano (em função) a pisar o solo da Coreia do Norte, Donald Trump faz história este domingo ao entrar no território do mais velho inimigo dos Estados Unidos.

Aperto de mão entre Trump e Kim na Coreia do Norte — Distrai do fiasco do ataque suspenso ao Irão?

O que dirá a história sobre o aperto de mão entre Trump e Kim, descrito pelos media internacionais como caloroso, o futuro dirá. Mas sobre o seu significado, antevê-se já que muitos milhares de palavras irão ser escritas até que este inédito encontro (embora seja já o terceiro) tenha efeitos sobre a desnuclearização.

A desnuclearização da península coreana não vai acontecer de imediato, mesmo se há analistas a predizerem que a Coreia do Norte e os Estados Unidos se preparam para pôr fim à hostilidade de muitas décadas.

O primeiro sinal de avanço no cronograma da desnuclearização foi dado em setembro último com o líder norte-coreano a anunciar o agendamento de uma segunda cimeira com Donald Trump, que veio a acontecer em Hanói em fevereiro deste ano.

A desnuclearização prometida para "antes do fim do atual mandato do presidente dos Estados Unidos, em janeiro de 2021", segundo analistas, de certeza que não vai acontecer.

O breve encontro deste domingo não significou nem um passo mais no diálogo e é destacado o seu caráter improvisado. Tanto que há quem veja nisso uma manobra distratora de Trump: o objetivo é fazer o mundo esquecer o fiasco da sua ordem para atacar o Irão.

Trump diz ter obtido o que Obama tentou

Trump em conferência de imprensa, horas depois já em solo sul-coreano ao lado do presidente Mon Jae-In, congratulou-se com o encontro, que, disse, abre portas para um ’diálogo construtivo’. E indo mais longe, Trump diz ter obtido o que Obama tentou: um encontro com Kim que o recusou.

A alegação de Trump foi, de imediato nesta tarde de domingo, desmentida por duas vezes/vozes.

Um desmentido veio do ex-diretor do Serviço Nacional de Inteligência, James Clapper, embora tenha destacado o feito histórico do encontro, ficou surpreendido quando, ao ser entrevistado na CNN, foi passado o clip em que Trump diz: "A administração Obama implorou um encontro. Eles tinham o costume de pedir encontros e o presidente Kim nunca quis encontrar-se com ele".

Clapper veio pôr os pingos nos is: Obama nunca procurou um encontro com Kim Jong-Un, nem, antes dele, com o pai Kim. "Em todas as decisões sobre a Coreia do Norte em que estive presente, durante a administração Obama, não tenho memória de uma única vez em que o presidente Obama tivesse mostrado interesse em tal encontro com o dirigente Kim. Isso para mim é novidade".

Outro desmentido foi dado pelo ex-conselheiro de segurança, Ben Rhodes, que escreveu no Twitter: "O Trump está a mentir. Estive oito anos com Obama e nunca o vi a procurar reunir-se com Kim Jong Un. A política internacional não é um show de televisão, é a realidade", disse deixando em entrelinhas o passado de Trump como estrela da televisão.

Fontes: CNN/Reuters/Le Monde/outras referidas

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