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App ’Ciclos naturais’ é novo método contraceptivo — Recebido entre aplausos e vaias 24 Agosto 2018

O aplicativo ’Ciclos naturais’, o décimo-sexto método contraceptivo e o primeiro eletrónico, está a ser testado desde 2015. Enquanto a empresa sueca ’Natural Cycles’ publicou neste agosto um estudo laudatório, há outros estudos a mostrar que mesmo com aplicativo de última geração não está isento de riscos o uso exclusivo do método natural.

App ’Ciclos naturais’ é novo método contraceptivo  — Recebido entre aplausos e vaias

A questão mete ciência, tecnologia e dissenso sobre religião. Para os seus detratores, o ’Natural Cycles’ é mera versão eletrónica da ’Roleta do Vaticano’, esta, a designação derrisória dada aos métodos naturais como a tabelinha, o calendário basal (abençoados pela ICAR— igreja católica).

A empresa co-fundada por uma física nuclear, Elina Berglund — cuja fama na investigação do "Bosão de Higgs" a ajudou a obter os milhões necessários através do ’crowdfunding’ —, comemora neste mês de agosto os três anos do método, tão fiável como a pílula mas sem os efeitos secundários da quase sexagenária pílula que revolucionou a sociedade.

A conceptora diz, no site do ’Natural Cycles’, ter testado em si própria o produto, hoje aprovado pela Comissão Europeia, para controlar os seus ciclos ovulatórios. O registo diário da temperatura, medida com o termómetro colocado sob a língua antes de se levantar, permite obter um calendário de 20 dias verdes e 8 dias vermelhos.

A cientista contou que usou o ’Natural Cycles’ como contraceptivo durante uns dois anos, ou seja seguiu o alarme dado pelo aparelho que dá cartão vermelho durante oito dias do ciclo. Mais recente usou o ’Natural Cycles’ para engravidar, o que " me aconteceu no primeiro dia vermelho", afirma a cientista, a indicar ainda mais a segurança do produto.

A estragar a festa, o hospital sueco, ’Södersjukhuset hospital’ de Estocolmo, que acionou a autoridade de Saúde, porque em três meses recebeu trinta e sete mulheres a queixar-se de gravidezes indesejadas depois de usar o método ’Natural Cycles’ aprovado pelo Karolinska Institute, a autoridade científica nacional.

As utentes têm de fazer uma assinatura que custa o equivalente a nove contos anuais — podendo pagar mensalmente perto de 700 CVE — e recebem o conjunto da foto. O uso requer disicplina própria, pois é necessário medir e registar em cada manhã a temperatura.

Entre aplausos e vaias, há quem lembre que 100% seguro é só o tédio

O ’Natural Cycles" tem uma fiabilidade a 99 por cento, garante a fabricante. Ou seja, mesmo acima dos três por cento de margem de erro que os mais fiáveis métodos contraceptivos oferecem.

O método natural tem muito a oferecer mesmo às hipotéticas sete por cento que caem fora do seu escopo de segurança. Há quem testemunhe que o método ensina à mulher o autoconhecimento do seu corpo.

Testemunhos de utentes ao fim de três anos dão conta dos benefícios não só sobre muitos outros meios contraceptivos, mas também sobre outros métodos para as pessoas passarem a conhecer melhor o funcionamento deste aspeto fundamental da vida. Fontes: sites referidos

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