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Apresentação pública do Projecto Solar para Chã das Caldeiras e São Filipe 09 Maio 2019

A localidade de Chã das Caldeiras, a única do município de Santa Catarina que não dispõe de energia eléctrica, vai ser contemplada com um projeto de electrificação. A apresentação pública do projecto acontece, esta quinta-feira,09, no Auditório “António Mascarenhas Monteiro”, no estabelecimento-Casas do Sol. O acto está previsto para as 15 horas. No mesmo espaço, vai ser também apresentado o projecto “MW Solar Farm”, cujo o objectivo é reduzir os custos de produção e eletricidade em cerca de $400,000 dólares ano, reduzir em 650 toneladas as emissões de CO2 e injectar 19% de energia limpa na rede.

Apresentação pública do Projecto Solar para Chã das Caldeiras e São Filipe

A incitiva é desenvolvida por AGROCOOPCHA e PAC (programa de acção comunitário), constituído por quatro jovens foguenses radicados ou que viviam nos Estados Unidos da América - Domingos Tavares, Luisandro Gonçalves, Pedro Ramos e Jorge Andrade Nogueira.

Segundo os promotores, trata-se de um projecto com características únicas e que vai ter um impacto enorme na vida da população residente em Chã das Caldeiras, tendo por isso a edilidade de Santa Catarina envolvido, desde o início no projecto, disponibilizando documentos e manifestando interesse na sua concretização.

O projecto para fornecimento de energia eléctrica a Chã das Caldeiras, segundo Jorge Andrade Nogueira, foi elaborado através da plataforma “Green mini Grid Help Desk”, implementado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), pela Energy 4 Impact (U.K) e Sustainable Fund for África, com suporte técnico da INENSUS (Germany) em parceria com a Sunpower, líder do mercado Mundial em eficiência, produtividade e garantias.

O projecto, explica, surge dentro dos objectivos SE4All (Energia Sustentável para todos) África Hub, implementado no Programa de Desenvolvimento do Mercado GMG (GMG MDP) para facilitar a criação de um movimento GMG e possibilitar um ambiente de sustentabilidade em toda a África.

Cooforme a mesma fonte, a GMG MDP é financiado pelo Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID) para alcançar o acesso universal à energia moderna até 2030, como prescrito pelos objectivos da SE4All.

O grupo AGROCOOPCHA – PAC, registado nos Estados Unidos, tem como objectivo fornecer energia e a sua distribuição para um total de 200 casas e 11 estruturas como escolas, restaurantes, unidades de produção local, estruturas sociais e também estabelecer uma tarifa social de mil escudos mensais para as famílias mais necessitadas, num total de 80 das 200 casas contemplando pouco mais de 230 pessoas.

Jorge Andrade Nogueira que há meses efectuou um levantamento minucioso das necessidades de Chã das Caldeiras indica que o projecto de electrificação de Chã será híbrido e que vai-se combinar a produção SOLAR PV (24 kw), mais o Sistema de armazenamento de Energia (75 kwh) e mais Gerador de 16 kw, observando que todo o desenho do sistema foi elaborado pelo grupo Alemão, INENSUS, especialistas em Sistemas Mini – Grids, em parceria com a gigante norte-americana SUNPOWER.

“O projecto Chã das Caldeiras surge como um sistema híbrido com mais de 80 por cento (%) da energia produzida através de fontes renováveis. Trata-se de um projecto moderno, inovador em que a longevidade é de 25 anos de completa garantia, eficiência superior aos 17%, painéis com 395 WATTS por módulos e um custo inferior a 1,4 dólares por WATTS instalado”, disse Jorge Andrade Nogueira, observando que comparado aos painéis convencionais, os painéis da série Performance da SUNPOWER oferecem maior eficiência, até mais 17% de energia nos primeiros 25 anos de operação, beneficiando de um projecto único de circuito paralelo que fornece mais energia em fileira para a linha, permitindo maior cobertura do solo.

O projecto, segundo o mesmo, encontra-se nas mais conhecidas plataformas de financiamento a nível mundial, como ODYSSEY E ECREEE, e com os esforços da Câmara de Santa Catarina e Governo pretendem ter todo projecto concluído/implementado antes de Julho de 2019, adiantando que o Project Development para o EPC (Engineering, Procurement e Contract) custou cerca de três mil contos e que todo o custo de implementação do projecto está avaliado à volta dos 24 mil contos cabo-verdianos, sendo que todas as despesas da elaboração dos projectos, viagens e toda a sua implementação são da completa responsabilidade da parceria AGROCOOPCHA – PAC.

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