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África arde, ativistas pelo clima invocam relatório IPCC — Na Argélia com 69 mortes, ministro acredita em fogo-posto 15 Agosto 2021

O último ’Relatório IPCC-Intergovernamental da Mudança Climática’ das Nações Unidas, que acaba de ser divulgado (nesta 2ª fª, 9), aponta a inação dos "governos de África" para a onda de incêndios que estão a devastar o continente, e que nestes últimos dias têm atingido a Argélia e a Tunísia.

África arde, ativistas pelo clima invocam relatório IPCC — Na  Argélia com 69 mortes, ministro acredita em fogo-posto

Os incêndios declarados desde segunda-feira até hoje na ’wilaya’ de Tizi Ouzou causaram um total de sessenta e nove vítimas mortais, segundo anunciou o PGR do tribunal provincial. O ministro da Administração Interna de visita à província acusou "mãos criminosas" de desencadearem "mais de cinquenta incêndios em simultâneo".

O ministro da Administração Interna, Beldjoud, justificou que está na região, a mais de noventa quilómetros da capital, Argel, para garantir às famílias atingidas que o "Estado está solidário" com elas e serão "indemnizadas pelas perdas sofridas".

"No próximo sábado, uma delegação de 130 a 140 peritos estará em Tizi-Ouzou para iniciar as investigações sobre este incêndio criminoso, para punir os responsáveis" e "garantir que as famílias serão socorridas", afirmou o ministro.

O número de vítimas mortais — que inclui mais de 20 militares envolvidos no combate aos fogos — foi atualizado na quarta-feira pelo procurador regional, segundo anuncia nesta quinta-feira o quotidiano El Watan.

25 militares morreram

O editorial do diário LNR-La Nouvelle République/A Nova República destaca que o elevado número de militares mortos nos incêndios se deve ao facto de que "não têm a devida formação". A sua intervenção só acontece na situação excecional que a Argélia vive.

A região atingida é vasta, com montanhas de difícil acesso e com alta densidade populacional. Mesmo com todos os meios da Proteção Civil de todas as wilayas (províncias) do Centro da Argélia, capital incluída, o combate continua difícil, escreve o LNR.

Fontes: DW.de/ Le Figaro/El Watan/LNR. Fotos (Le Figaro/El Watan): Crianças pelo clima. Na Argélia, só na província de Tizi Ouzou, há mais de cinquenta focos; casas incendiadas, carros calcinados.

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