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Argélia: "Por eleições livres", manifestações no país e diáspora contra eleição presidencial de fachada 13 Dezembro 2019

Cinco candidatos à eleição presidencial e nenhum satisfaz a todos, porque os cinco têm responsabilidade no regime de Bouteflika. O movimento de protesto na rua que levou à queda de Bouteflika denuncia que é um "simulacro" a eleição presidencial que tem lugar esta quinta-feira, 12.

Argélia:

A Argélia no país e na diáspora vai deixar a eleição desta quinta-feira sem votantes? Muitos milhares de argelinos em cada uma de várias cidades estão na rua de novo, como há longos meses, a pedir o fim do regime instituído na Argélia há décadas e que fez tudo para se perpetuar.

A situação é tal que nenhum grande partido credível, seja do poder seja da oposição, apresentou candidato. Os candidatos são todos da esfera do poder do regime Bouteflika: dois foram primeiros-ministros, outros dois foram ministros em vários governos do regime.

A Argélia atravessa desde o início do ano uma "situação inédita", com o povo e a oposição na rua. Pedem para ser "estabelecida a estrutura de transição" que garanta um "escrutínio livre e justo".

Quatro meses depois de ter sido adiada ’sine die’ a eleição presidencial de 4 de julho, por falta de garantias de um escrutínio justo e livre, o movimento de protesto continua nas ruas do país e da diáspora.

Continua o impasse, continua a presidência interina de Bensalah, mais de quatro meses depois de ultrapassar, em julho, o prazo de 90 dias para realizar o plebiscito para a escolha do presidente.

Na véspera da 33ª sexta-feira de luta

A maior parte dos manifestantes deseja "a saída imediata de todos, o fim desse sistema que comeu o país até ao tutano" e que nomeou Bensalah "como mais uma manobra dilatória do sistema" para se manter no poder.

Por isso, têm estado nas ruas da Argélia e da diáspora. "Temos razão para não desmobilizar’, continuam a dizer em dezembro, como em julho e em abril, os manifestantes mais uma vez ouvidos pela AFP, no dia da eleição de fachada.

Tal como tinham dito em abril, no dia em que muitos viram na escolha de Bensalah como presidente — após Bouteflika ser forçado a demitir-se —, preparam-se para continuar o combate nas ruas até mudar "o sistema mafioso e os seus tentáculos no poder".

O movimento de contestação afirma por isso "rejeitar eleições enquanto não for estabelecida a estrutura de transição para garantir um escrutínio livre e justo".
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Fontes: BBC/Euronews/Le Monde/Le Figaro/DW.de. Foto: No dia da eleição, milhares de manifestantes na capital, Argel, anteciparam a 33ª das "sextas-feiras de luta". Pedem um novo regime, democrático, querem a saída de todos os que apoiaram Bouteflika, presidente por mais de 20 anos, e que são manobrados pelo poderoso general Salah para "continuar a privilegiar a elite no poder há muitas décadas".

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