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Argélia: Eleição presidencial de 4 de julho já não será — Povo nas ruas até ter garantias de "escrutínio livre e justo" 04 Junho 2019

A eleição presidencial de 4 de julho foi adiada ’sine die’: até este momento — a pouco mais de trinta dias do término da presidência interina de Bensalah (foto), este é tido como manobrado pelo poderoso general Salah que convenceu Bouteflika a demitir-se — nenhum grande partido do poder ou na oposição apresentou candidato. A rádio pública já admitiu que o país atravessa uma "situação inédita". Quinze sextas-feiras em que o povo sai à rua em toda a República da Argélia e diáspora, até ser "estabelecida a estrutura de transição para garantir um escrutínio livre e justo".

Argélia: Eleição presidencial de 4 de julho já não será — Povo nas ruas até ter garantias de

O Conselho Constitucional acionado pela comissão eleitoral pronunciou-se, este domingo 2, sobre a impossibilidade de manter a data de 4 de julho. O presidente interino terá de indicar a nova data, menos de dois meses depois de tomar posse para 90 dias com a incumbência de realizar o plebiscito para a escolha do presidente.

O comunicado do Conselho Constitucional lido na televisão nacional justifica que só foram apresentadas duas listas, o que inviabiliza a eleição.

Entretanto, o povo e a oposição estão na rua de novo, como há longos meses. Pedem, além da demissão dos chefes do Estado e do Governo, tidos como demasiado próximos do regime presidido durante décadas por Bouteflika, "a definição de uma estrutura para eleições justas".

A caminho da 16ª sexta-feira de luta

A maior parte dos manifestantes deseja "a saída imediata de todos, o fim desse sistema que comeu o país até ao tutano" e que nomeou Bensalah "como mais uma manobra dilatória do sistema" para se manter no poder.

Por isso, vão continuar nas ruas da Argélia e da diáspora, prometem. "Temos razão para não desmobilizar’, continuam a dizer os manifestantes ouvidos pela AFP na sua 15ª "sexta-feira de luta".

Tal como tinham dito em abril, no dia em que muitos viram na escolha de Bensalah como presidente — após Bouteflika ser forçado a demitir-se —, preparam-se para continuar o combate nas ruas até mudar "o sistema mafioso e os seus tentáculos no poder".

O movimento de contestação afirma por isso "rejeitar eleições enquanto não for estabelecida a estrutura de transição para garantir um escrutínio livre e justo".

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Fontes: BBC/Le Monde/Le Figaro/DW.de/Al Watan. Fotos: Continuam as "sextas-feiras de luta", contra o sucessor de Bouteflika, que foi presidente por mais de 20 anos. Bensalah é tido como manobrado pelo poderoso general Salah para "continuar a privilegiar a elite no poder há muitas décadas". LS

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