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Argélia em peso na rua pela demissão de Bouteflika — 1 milhão na 6ª sexta-feira de protesto em Argel 30 Mar�o 2019

As manifestações continuam em Argel e outras partes da Argélia, agora pela sexta sexta-feira consecutiva contra ’o candidato apesar de tudo’. Os ’media’ relatam que o país vive há semanas em clima de guerrilha urbana, com manifestações sucessivas contra a nova candidatura de Abdelaziz Bouteflika que, sem sucessor à vista na FLN, concorre para um quinto mandato.

Argélia em peso na rua pela demissão de Bouteflika — 1 milhão na 6ª sexta-feira  de protesto em Argel

Abdelaziz Bouteflika completou 82 anos (a 2 deste mês), desde 2013 está numa cadeira de rodas e, pior, o seu estado de saúde desde 2005 tem sido periclitante. São frequentes as notícias na imprensa nacional e internacional sobre as saídas do chefe de Estado para França, onde tem permanecido longos períodos hospitalizado, na sequência dum cancro do estômago diagnosticado em 2005 mas que só veio a público anos depois.

O presidente sucessivamente reeleito tem sido dado como tendo passado mais de metade dos 20 anos da sua presidência longe das vistas dos cidadãos argelinos. O eterno candidato do partido da independência, FLN, nem precisa de fazer campanha.
Há mais de 55 anos que Bouteflika está no poder, primeiro como ministro dos Negócios Estrangeiros no país recém-independente, em 1960.

Os protestos contra esta situação começaram quando Bouteflika anunciou que se candidatava pela terceira vez ao cargo. A insatisfação com o presidente vem sobretudo da camada jovem da população: o desemprego (cuja taxa geral é de 10%) atinge 40 por cento de jovens — que são 69 por cento da população da Argélia.

Os protestos continuaram mesmo quando há um mês Bouteflika anunciou que renunciava a candidatar-se a um sexto mandato.

Mente sã em corpo debilitado

O partido que apoia o presidente defende a sua candidatura, mesmo se já figuras respeitadas saíram a público a pedir a saída de Bouteflika.

Como escreve o diário especializado The Economist, "com o presidente a comunicar por cartas com os seus ministros", estes juram que o chefe do Estado e do governo "está em compos mentis". Ou seja, Bouteflika está numa cadeira de rodas mas a sua mente funciona completamente.

Fontes: The Economist/BBC/Le Monde/N Y Times

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