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Argentina, Brasil e México podem fomentar política para maior integração regional - Especialista 22 Novembro 2022

O alinhamento político e ideológico que existe neste momento entre Argentina, México e Brasil poderá fomentar uma política para uma maior integração dos países da América Latina, declarou hoje à Lusa o especialista em Relações Internacionais Iván Gatón.

Argentina, Brasil e México podem fomentar política para maior integração regional - Especialista

“Com a chegada de Lula da Silva ao poder no Brasil, a visão do Itamaraty [Ministério das Relações Exteriores do Brasil] indica que poderá ser assim, ou seja, haver uma maior proximidade entre os países da América Latina”, afirmou Iván Gatón, que hoje participou em Lisboa num evento no âmbito dos Encontros Ibero-Americanos.

“O Itamaraty foi o grande promotor, por exemplo, da UNASUL [União da Nações Sul-Americanas]. Nós vemos o mesmo propósito, a mesma vontade de integração no México com o Governo de [Presidente Andrés López] Obrador”, referiu o especialista em Relações Internacionais oriundo da República Dominicana.

A UNASUL – organização que visava a integração das nações da América do Sul – teve o seu tratado constitutivo assinado em 2008, durante o Governo de Lula da Silva.

Nos últimos anos, sobretudo entre 2018 e 2020, vários países abandonaram a organização, incluindo o Brasil em 2019 sob o Governo do Presidente Jair Bolsonaro, demonstrando um claro desalinhamento das suas políticas e ideologias.

“Evidencia-se, agora, um alinhamento que proporcionará uma maior integração dos países da região. Não tanto porque sejam Governos de esquerda, mas porque os países com maior preponderância na região, no caso Brasil, México e Argentina [do Presidente Alberto Fernández], dividem a mesma afinidade política e ideológica neste momento”, declarou o perito, também licenciado em Direito, diplomata de carreira e mestre em Estudos Diplomáticos.

O antigo chefe de Estado (2003-2011) Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT/esquerda), venceu as eleições presidenciais do Brasil em 30 de outubro e tomará posse a 01 de janeiro de 2023.

Andrés López Obrador, um político também de esquerda, foi eleito Presidente do México em dezembro de 2018.

Já o Presidente Fernández, que tem como vice-presidente Cristina Kirchner – chefe de Estado da Argentina entre 2007 e 2015 -, foi eleito pelos argentinos em dezembro de 2019, sendo próximo de Lula da Silva.

“Estes três países são fundamentais na América Latina, não retirando a importância das demais nações, que também são importantes, para que haja um processo de alinhamento e integração da região”, sublinhou Gatón.

A Semana com Lusa

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