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Argentina: Macri criticado por defender polícia, política de mão dura 21 Fevereiro 2018

Argentina: Macri criticado por defender polícia, política de mão dura

O presidente argentino, com a sua política securitária que tem o rosto da ministra da administração interna, está a ser saudado por uma boa parte da sociedade argentina que pede ’mão dura’ contra a delinquência nas ruas. Muitos cidadãos e grupos sociais têm vindo a aplaudir o patrulhamento nas ruas e sobretudo o endurecimento das penas. Esperam ainda ver cumprida a promessa do executivo, em funções desde dezembro de 2015, para baixar de 16 para 14 anos a idade da imputabilidade.

Contudo, outros alinham com a voz dissonante dessa avó do movimento social Avós da Praça de Maio: "Um jovem não deve morrer porque é delinquente. O governo está a abrir as portas à violência institucional".

O julgamento do agente policial também divide a Argentina, com os dois poderes em campos opostos — o executivo entende que "a justiça tem de o ilibar", a esse "agente corajoso", como o homenageou o presidente na "Casa Rosada", tendo a seu lado a ministra Patrica Bulrrich, como esta tuìtou no início deste mês de fevereiro.

O tribunal de Buenos Aires queixa-se de pressões vindas do governo no processo de Chocobar que é réu por "uso excessivo da força", no caso da morte dum rapaz de 18 anos que, juntamente com outro de 17 anos, assaltou um casal de turistas americanos no centro da cidade de Buenos Aires.

O turista resistiu ao assalto e foi atingido com vários golpes de faca pelos dois assaltantes. Luis Chocobar à paisana seguiu dois cidadãos que perseguiam de mota o que levava a câmara de filmar roubada. Os dois cidadãos deitaram a mão ao assaltante e recuperaram o produto do roubo, antes dos disparos fatais como ficou apurado em tribunal.

Em tribunal duas versões tiveram de ser dirimidas. Enquanto o polícia alegou ter disparado ao ver uma arma na mão do assaltante, o testemunho dos dois cidadãos referidos desmentiu essa versão da legítima defesa. O juiz condenou o agente policial a três anos de pena suspensa, no dia seguinte à sua recepção na presidência. Fontes: El país. Le Monde. Foto AP.

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