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Arranca a 1ª. Edição do Templo D’Escritas com transmissão via facebook e youtube 07 Outubro 2020

É dado, esta terça-feira, 06, o pontapé de saída da 1ª. edição do Templo D’Escritas, uma Festa Literária Internacional da Língua Portuguesa, que vai decorrer até ao próximo dia 03 de Dezembro. O evento acontece no Streamyard, com transmissão no Facebook e Youtube, com um debate entre o poeta e crítico literário brasileiro Marco Luchessi, o poeta angolano David Capelenguela, a escritora cabo Verdiana Vera Duarte Pina, o escritor português Paulo José Miranda e o poeta moçambicano Nelson Lineu, sobre o tema: “Literaturas de Língua(s) Portuguesa(s): deslocamentos e fronteiras”, cuja moderação estará ao cargo do poeta angolano Abreu Paxe.

Arranca a 1ª. Edição do Templo D’Escritas com transmissão via facebook e youtube

Com o motivo de celebrar a língua e a cultura dos povos dos países falantes da língua portuguesa, o Fórum +Cultura, em colaboração com a Revista Mallarmargens e o projeto Lavatsongo, organiza o Templo D’Escritas, 1ª Festa Literária Internacional da Língua Portuguesa, que se prolonga até 03 de Dezembro deste corrente ano, através da plataforma StreamYard, e a ser transmitido através das redes sociais da Revista Mallarmargens.

Segundo a organização, o evento visa dar prosseguimento a debates que já tinham como caraterística central, desafiar olhares acomodados, privilegiando a diversidade, as especificidades e a pluralidade de saberes provenientes de um espaço usualmente tratado como periférico em vez de rico produtor de sentidos e significados.

O Templo D’Escritas - 1ª Festa Literária Internacional da Língua Portuguesa é o desdobramento das múltiplas fronteiras e geografias literárias, com a pretensão de tornar-se um encontro multidisciplinar dedicado à partilha de sonhos, questionamentos, que permitem cruzar idiossincrasias, identidades, ligando trajetos culturais e históricos, trazendo também novas dinâmicas à comunidade das inúmeras expressões portuguesas em geral, segundo uma nota enviada a este diário digital.

Importa também reforçar, que ao longo do tempo, as literaturas de língua portuguesa têm vindo a cristalizar um conjunto de rotas e culturas que as tornam num espaço importante da mundividência contemporânea de que todos somos herdeiros, cujos fluxos ainda são pouco abordados, para procurar subverter o olhar que, entre nós, costuma buscar origens em uma comunidade mítica atemporal.

A iniciativa sob a coordenação-geral do poeta e crítico literário angolano Abreu Paxe, coadjuvado pela brasileira Amanda Vital, poeta e editora-adjunta da Revista Mallarmargens, integrando também a equipa organizacional, os poetas Amosse Mucavele (Moçambique) e Nuno Rau (Brasil) como curadores do certame, permitirá aprofundar o debate em torno de problemas contemporâneos que, vividos pelas sociedades dos vários países falantes da língua portuguesa, projetam-se de formas complexas na produção cultural.

Nesse sentido, a organização pretende envolver a contribuição de autores, leitores, editores, artistas, dirigentes políticos e estudiosos das literaturas de língua portuguesa, cujos aportes têm se mostrado decisivos para melhor compreensão do contexto da comunidade e de suas produções culturais.

Colaboradores e participantes do evento

Os poetas António Carlos Cortez (Portugal), Lau Siqueira, Katia Bandeira de Mello-Gerlach (Brasil), Francisco Conduto Pina (Guiné-Bissau), o escritor e professor de literatura moçambicana, Lucílio Manjate, moderados pela crítica literária brasileira, Vanessa Riambau Pinheiro, protagonizam o segundo momento de debate em torno de diálogos sobre “O espaço da CPLP: circulação, silenciamentos e institucionalização de uma literatura de língua(s) portuguesa(s)”, esta quarta-feiras, 07.

Entre os moçambicanos marcarão presença, entre outros, Ungulani Ba Ka Khosa, o Prêmio BCI de Literatura 2020, Celso C. Cossa, Elton Pila, Aurélio Furdela, Armando Artur, Sara Laisse, Francisco Noa, João Fenhane, Martins Mapera e Ana Mafalda Leite.
Ao todo, os dois meses de programação envolverão mais de 100 participantes directos, avança a organização, cinco mil visualizações, entre escritores, políticos, empresários, gestores culturais, críticos literários e pensadores. Segundo a organização “o Templo D’Escritas é um encontro grandioso que nos faça alcançar com vigor as margens que hoje vemos de alguma distância”, lê-se na nota de imprensa.

Segundo a mesma fonte, estes juntam-se os escritores e intelectuais angolanos Ana Paula Tavares, Filipe Zau, Boaventura Cardoso, Lopito Feijoo, Ana Paula Tavares, David Capelenguela Secretário-geral da União dos Escritores Angolanos e Adriano Mixinge; de Cabo Verde, o antropólogo Manuel Brito Semedo, o pesquisador Hilárino da Luz e a escritora Natacha Magalhães; do Brasil, Selma Caetano, curadora do Prémio Oceanos, a agente literária Valéria Martins, a curadora do Flipoços, Gisele Correia Ferreira, os críticos literários e estudiosos de literaturas africanas de língua portuguesa Ana Rita Santiago, Eliane Debus, Elisabeth Olegário e Ricardo Riso, os escritores Rogério Andrade Barbosa, Ricardo Ramos Filho, o crítico literário argentino, Miguel Kolef, Noemi Alfieri, poeta, tradutora italiana, de Portugal, despontam os nomes da professora e estudiosa de literaturas africanas de língua portuguesa, Ana Maria Martinho, o poeta Luís Castro Mendes, consultor editorial, Jorge Reis Sá, o curador do Festival Livros a Oeste, João Morales, coordenador da conferência anual da Asia Pacific Writers and Translators Hélder Beja, editora do Buala Marta Lança, a jornalista Sara Figueiredo Cosata, a escritora Joana Bertholo, Tony Tcheka, Presidente da Associação de Escritores da Guiné-Bissau, Wildiley Barroca de São Tomé e Príncipe, o editor da Fundação Leite Couto, Celso Muianga, entre outros.

Ainda, de acordo com a organização, a edição deste ano aposta na forte presença de escritores e outros profissionais das letras nacionais e estrangeiros, num total de 100, como forma de alargar horizontes e apostar na internacionalização.

Em síntese, avança a nota de imprensa, considerando o cenário de incertezas do momento atual, mas também avaliando o importante papel da literatura, decidiu-se realizar o certame online, que, segundo os organizadores e colaboradores, é a forma possível de se encontrarem, neste momento, de uma conjuntura mundial tão singular.” E também, por se tratar de um momento de tantas impossibilidades, mas que descortina para um novo modo de olhar o mundo e nossa forma de estarmos juntos, elegendo uma perspectiva que parte da interculturalidade”, indicam, em comunicado.

Sabe-se ainda, que o “Templo D’Escritas” privilegiará discussões sobre a criação literária, o papel das instituições, o mercado editorial, a circulação das obras literárias e os lugares da memória, abrindo-se para os diálogos com outros discursos relativos à cultura, aos estudos literários e às políticas voltadas para as artes.

A iniciativa é da Revista Mallarmagens (Brasil), em parceria com a Fórum + Cultura (Moçambique), Lavatsongo, com apoio do Camões – Centro Cultural Português em Maputo e com mais de uma dezena de parceiros estratégicos, que farão a retransmissão dos debates nas suas páginas virtuais, com destaque para, Revista Literatas, Jornal Gnose, Universidade Zambeze, , Ethale Publishing, Oasys Cultural, Revista Pessoa, Grupo Literalise - Universidade Federal de Santa Catarina, Prêmio Oceanos, Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, Flipoços (Brasil), Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (Cabo Verde), Centro Nacional da Cultura, CNC, União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa, UCCLA, Óbidos Vila Literária, PEN Clube Português, Município de Oeiras, WORLD POETRY MOVEMENT, Festival Internacional de Poesía de Medellín e Revista Prometeo (Colômbia).

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