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PM e arranque do ano lectivo: Governo vai resolver pendentes de 2008 a 2015 referentes a reclassificações, progressões e promoções dos docentes 17 Setembro 2018

O primeiro-ministro (PM) afirmou, hoje, que o Governo tem estado a cumprir e vai resolver, para este ano lectivo, todos os pendentes de 2008 a 2015 referentes a reclassificações, progressões e promoções de cerca de 3.624 docentes.

PM e arranque do ano lectivo: Governo vai resolver pendentes de 2008 a 2015 referentes a reclassificações, progressões e promoções dos docentes

Ulisses Correia e Silva fez essas considerações na cerimónia de abertura do ano lectivo 2018/, que decorreu no salão do Liceu Domingos Ramos sobre o lema “Mais Educação Mais Inclusão” e contou com a participação dos professores do pré-escolar, ensino básico obrigatório e ensino secundário.

O primeiro-ministro, que considerou que a abertura do ano lectivo é o momento de reconhecer o trabalho dos professores, a dedicação dos alunos e o empenho dos pais, disse ainda que o Governo ao resolver os pendentes quer assim melhorar as condições de funcionamento do sistema educativo, uma das “boas” condições para o “bom” funcionamento do sistema.

“Além desta resolução, vamos regularizar as dívidas acumuladas desde 2010 por não redução da carga horária, que até ao final de 2018 abrangerá 1.525 professores. A implementação do estatuto do pessoal docente, a melhoria das condições remuneratórias de 700 cozinheiras, assim como melhorias de escolas fazem parte de medidas que se vai tomar neste sector”, disse.

Segundo o chefe do executivo cabo-verdiano, um dos objectivos da sua governação é fazer da educação de qualidade um desígnio para o país que quer formar os jovens para as novas exigências do mundo actual, já que o sistema educativo deve ter capacidade de alavancar tudo o que tem a ver com o conhecimento e aprendizagem.

Nessas novas exigências, Ulisses Correia e Silva referiu-se às ciências, línguas, matemática e tecnologia como competências “importantes” que deverão, também, ser ensinados de forma mais fácil, mais apetecível e atractiva.

A escola, no seu entender, deve estar apto para criar um ambiente escolar propício à criatividade, invocação, pensamento crítico, capacidades intelectuais, comunicativas e funcionais.

“Com educação inclusiva queremos atingir dois objectivos: a igualdade de oportunidade no acesso e frequência no ensino, desde o pré-escolar ao ensino superior, mas com particular incidência nas famílias mais pobres e aqui o Estado tem de intervir para que haja igualdade de oportunidades”, sustentou.

Para isso, sublinhou, o Governo tem introduzido já no pré-escolar o sistema de subsidiação, estando a custear três mil crianças, em parceria com as câmaras, para que estas possam ter acesso ao ensino.

A gratuidade, que este ano vai ser alongado ao oitavo ano e que no ano passado beneficiou 12 mil alunos e este ano mais dez mil, segundo disse, tem muito a ver com a criação de condições para que todos possam ser incluídos no sistema educativo.

Ulisses Correia e Silva prometeu ainda, no seu discurso, uma atenção específica para com estudantes com necessidades educativas especiais, para o fortalecimento de respostas educativas mais adequadas e de acordo com as melhores práticas internacionais, o reforço da intervenção da acção social escolar, bem como o aumento de tempo dos alunos nos espaços educativos.

Ao usar da palavra, o secretário de Estado da Educação deixou uma mensagem de “esperança” para os alunos, pais e toda a comunidade educativa no sentido de que a implementação do plano estratégico da educação vai ser motivo de resultados “positivos”.

Referiu-se sobre o trabalho que vem sendo feito pelo ministério para a melhoria do sistema da educação no país, assim como as ofertas a nível da formação profissional, bem como a criação da agência reguladora do ensino superior.

Por sua vez, o delegado da Educação da Praia, Adriano Moreno, afiançou que o ano lectivo 2018/2019 vai iniciar com 13 agrupamentos escolares, ganhos na eficácia do sistema, duas salas de recurso para alunos com necessidades especiais, sendo uma na Escola Pedro Gomes e a outra na Escola de Vila Nova.

Adriano Moreno, sublinhou por outro lado, que o sistema educativo vai neste ano dar um “combate cerrado” ao abandono escolar tornado as escolas mais atractivas, com a promoção de actividades extra-escolares, forte aposta no desporto, assim como concursos de leituras e vozes e tecnologias.

“O concurso selo de qualidade vai continuar a dinamizar as nossas escolas e o desporto escolar irá movimentar as nossas crianças e jovens nos diferentes escalões e modalidades”, frisou, salientando que no ano transacto foi melhorado a taxa de aprovação no EBI em 1,3% e no ES de 1.2%, enquanto que o abandono escolar sofreu uma redução de 50% em relação ao ano 2016/2017.

A taxa de aprovação no Ensino Básico, indicou, foi de 95,3% e de abandono de 0.4%, no ES 74,3% e a taxa de abandono desceu de 6 para 3%.

Na cerimónia de abertura do ano lectivo teve também palavra a representante dos pais e dos alunos que uniram a voz para solicitar aos alunos um bom estudo e recomendar respeito para com os professores.

A nível do concelho da Praia, o sistema educativo vai funcionar com cerca de 41 mil alunos e mil professores distribuídos em 13 agrupamentos escolares.

A nível nacional, dados do Ministério da Educação indicam que o ano lectivo 2017/2018 terá um total de 130 mil alunos assistidos por seis mil professores, do pré-escolar ao secundário. A Semana/Infoforpress

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