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Arte: Tutu Sousa e Kiki Lima expõem obras inéditas na terceira edição de “Portas Fechadas” 05 Setembro 2020

A terceira edição da exposição de “Portas Fechadas” de Tutu Sousa e KiKi Lima traz obras inéditas sobre a dança, a música e a religião e vão estar disponíveis na Art Gallery Tutu Sousa até final deste mês.

Arte: Tutu Sousa e Kiki Lima expõem obras inéditas na terceira edição de “Portas Fechadas”

Nesta nova exposição colectiva que surgiu de forma espontânea, segundo o artista plástico Tutu Sousa, são 14 quadros, sendo dez da sua autoria e quatro de Kiki Lima, que trazem “algo interessante e algumas releituras de obras clássicas de grandes artistas”.

Os quatro quadros de KiKi Lima, informou, trazem o mundo verde e a dança, enquanto nas suas pinturas, procurou retratar a música e a religião.

Na religião, Tutu Sousa fez a releitura das obras “Anunciação” (o momento em que o anjo Gabriel anuncia à Maria que ela está esperando o filho de Deus) e “Mona Lisa”, ambas da autoria de Leonardo da Vinci.

Ainda, foi feita a releitura da obra “Criação de Adão”, pintado por Michelangelo Buonarotti por volta de 1511, que representa um episódio do livro do “Génesis” no qual Deus cria o primeiro homem, Adão.

Questionado o porquê de uma releitura em vez de reprodução, Tutu Sousa defendeu que os artistas não devem fazer uma reprodução das obras dos outros, mas sim devem fazer uma nova leitura destas obras.

“Há uns anos tive um desafio de reproduzir uma obra de Leonardo num restaurante na Praia, (…) fiz essa reprodução, mas depois pensei que não vale a pena fazer uma reprodução, mas sim uma releitura. Foi assim que surgiu essa ideia, mas só agora pus em prática, porque penso que os artistas não devem reproduzir obras dos grandes mestres, mas sim fazer uma releitura diferente”, precisou.

Para além das releituras, o artista aproveitou para fazer pinturas de obras que fazem uma mistura entre os seus traços de surrealistas de há 20 anos e o seu novo estilo de fazer arte, e ainda pinturas em pratos de barro e tampas de bidão.

O período de confinamento devido à covid-19, segundo o artista, foi “interessante”, porque lhe permitiu “fazer coisas novas e inovar a sua forma de fazer pinturas em qualquer objecto”.

“Naquela altura tive muita dificuldade em encontrar telas, porque os lugares estavam todos fechados e a vontade de produzir era tão forte que reinventei novas formas de pintar em tampas de bidão, vasos, prato de barro”, explicou.

Esta exposição colectiva vai estar disponível para visitas agendadas até ao final do mês de Setembro e todos devem cumprir com as medidas de segurança sanitária, como o uso obrigatório de máscaras, higienização das mãos, controle de temperatura e limitação de entradas, informações avançadas pela inforpress.

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