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Artista multifacetada Dulce Sequeira diz-se grata aos criadores e defende a valorização dos direitos autorais 18 Abril 2022

Dulce Sequeira, artista multifacetada ligada à música, teatro, contação de histórias e cinema, incentiva os jovens a darem mais importância aos registos dos trabalhos e das suas imagens, visando “agarrar a oportunidade que outras gerações não tiveram”.

Artista multifacetada Dulce Sequeira diz-se grata aos criadores e defende a valorização dos direitos autorais

Define-se como uma artista natural, que descobriu, segundo a Inforpress, a sua veia cultural a partir de uma formação na área cénica, mas que sempre teve a música na alma, muito embora tivesse de esperar por um empurrãozinho para se estrear em público.

Também compositora e declamadora de poesia, descreve o 23 de Abril, Dia Mundial dos Direitos de Autor, como sendo um marco para a valorização dos criadores, razão pela qual enalteceu “um grande contributo da Sociedade Cabo-verdiana de Música para os artistas e autores cabo-verdianos”, ressaltando que doravante os autores estão sendo valorizados.

“Normalmente a música fica registada a olhos do público como propriedade dos intérpretes, enquanto os criadores ficam na clandestinidade. Temos de valorizar e dar muita importância a quem teve a grande capacidade de escrever uma música e compô-la, para podermos interpretá-la”, realçou, acrescentando que, enquanto amante da arte, concilia toda a sua paixão por conta de grandes educadores.

Conforme ainda a Inforpress, apesar da sua boa performance nas noites cabo-verdianas, Dulce Sequeira prefere cantar esporadicamente, isto é, mais livre do que comprometer-se com noites cabo-verdianas, pelo que disse categoricamente que tira o chapéu aos artistas, ao mesmo tempo.

Demonstra um reconhecimento total por professores/educadores como Eduarda Vasconcelos e Djó Borja para se sentir bem em tudo quanto se envolve, consoante a sua capacidade, sem pressa.

Formadora de teatro, ministra actualmente aulas cénicas num projecto da Escola Portuguesa de Cabo Verde, pois acumula uma vasta experiência nesta área, tendo já trabalhado em projectos outros como a cooperação espanhola na peça “D. Quixote” e “Viagens de lua e areia”, duas peças de sucessos, de entre várias outras.

No mundo do cinema participou em várias curta-metragens, mas a sua marca maior no mundo da tela está associada ao filme “Os dois Irmãos”, baseado no livro do escritor cabo-verdiano Germano Almeida, inspirado numa histórica verídica e lançada mundialmente em 2018, na qual participou como uma das actriz da película no papel da feiticeira.

Segiundo a fonte referida, no campo musical, esta filha de Chã d’Alegria, localidade conhecida como terra de artistas em São Vicente, canta sobretudo os folclores tradicionais cabo-verdianos, como a morna (sobretudo) e a coladeira, ainda que interprete outros géneros musicais.

Nestes últimos tempos, revelou, está debruçada nos trabalhos de compositores que o identifica, como Tibau e Amílcar Spencer “Miquinhas”.

Já em carteira, Sequeira tem já em andamento um projecto, “Five Stars”, idealizado com um grupo de banda militar, constituído por quatro elementos de sopro e uma bateria, no qual entra com a sua doce voz, uma novidade que poderá também revolucionar a música tradicional.

No campo discográfico, conta com um álbum musical “Nós Mar”, gravado na Áustria em 2015, através da “Associação Nós cu Nós” e MAR (Morna), um single gravado no Estúdio BobsRec. em Lisboa, que fala do oceano, sua fonte de inspiração, como riqueza de Cabo Verde.

Conhecida como uma artista conservadora do tradicional, considerou, contudo, que a música de Cabo Verde sempre sofreu a sua evolução, pelo que louva o espírito revolucionário dos jovens que evoluem numa nova roupagem, por considerar que “ouvidos há para todos” os sons, conclui a Inforpress.

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