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Assembleia Nacional: Problemática das mudanças climáticas gera consenso no parlamento 11 Novembro 2021

As mudanças climáticas e suas consequências para o mundo foi hoje debatido no parlamento, levando os parlamentares a falar a uma única voz, com o maior partido da oposição (PAICV) a reclamar do Governo mais investimentos no sector.

Assembleia Nacional: Problemática das mudanças climáticas gera consenso no parlamento

“As consequências das mudanças climáticas são já evidentes e bateu à porta de todos na Aldeia Global há muito tempo”, disse o deputado Luís Carlos Silva que, em nome do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, poder), apresentou a declaração política.

Para o partido que suporta o Governo no parlamento, a problemática das mudanças climáticas é um desafio que exige o “compromisso, a responsabilidade e acção urgente”.

“Os governos, os privados e os indivíduos devem se unir para agir de forma enérgica, consistente e articulada para garantir um futuro mais limpo e restaurar a saúde do nosso Planeta”, sublinhou Luís Carlos Silva, citando o Papa Francisco, que disse que “é tempo de acção, de acção colectiva”.

Segundo o deputado, a energia limpa, como a eólica e a solar, é agora a fonte de electricidade mais barata em muitos países.

“Cabo Verde, como pequeno estado insular, assumiu, convictamente, o objectivo da neutralidade carbónica até final da primeira metade deste século, traçando assim uma visão clara relativamente à descarbonização da economia nacional”, indicou, lembrando que o arquipélago foi o primeiro país africano a aderir à Aliança para Descarbonização dos Transportes, programando electrificar pelo menos 25% da nossa frota de transportes terrestres até 2030.

Reportou que a ambição do País é, até 2050, “substituir totalmente todos os veículos térmicos por veículos eléctricos”.

Por sua vez, os deputados do grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) congratularam-se com o tema da declaração política do MpD, mas acusaram o Governo de que as suas metas sobre a transição energética e mobilidade eléctrica “não passam de discursos”.

(“…) O Orçamento para o ano de 2022 reserva apenas 0,7% (por cento) para a indústria e energia”, pontuou Hipólito Barreto, bancada parlamentar do maior partido da oposição.

Quem também não ficou indiferente à problemática ambiental foi o deputado António Monteiro, líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) que entende que, apesar de algumas pessoas disserem o contrário, o País também tem contribuído para a poluição do ambiente.

“Temos de tomar medidas relativamente a lixeiras a céu aberto, em que se queima o lixo, lançando para a atmosfera dióxido de carbono e várias outras toxinas”, apontou Monteiro. A Semana com Inforpress

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